terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novo endereço

Mudei de endereço

www.tiaovitor.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

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Profissionais de comunicação
criam o Clube do Chopp



Uma agremiação inédita no Acre está sendo formatada por profissionais de comunicação. Trata-se do Clube do Chopp, que foi fundando na quinta-feira, dia 20, e que tem como objetivo, além de promover encontros semanais de confraternização, avaliar a qualidade dos serviços oferecidos nos bares e restaurantes da cidade.

O Clube não terá sede física, mas já está sendo criado um blog e um site na internet para a divulgação das atividades e avaliação dos estabelecimentos.

“Tudo começou com alguns encontros que realizamos apenas para um happy hour sem maiores pretensões, mas no último que fizemos surgiu a ideia de também prestarmos um serviço de utilidade pública, avaliando os bares que frequentamos e ranqueando aqueles que nos parecem mais agradáveis”, disse a jornalista Andréa Zílio, uma das fundadoras do clube.

De acordo com ela, a ideia é visitar todos os tipos de bares, desde os localizados no centro da cidade aos botecos da periferia. “Nossa avaliação deve ser útil para quem pretende conhece a noite de Rio Branco, principalmente os turistas. Pretendemos informar onde tem a cerveja mais gelada, onde serve o melhor petisco, onde o atendimento é melhor, quem cobra preço mais justo, a qualidade das instalações e outros itens que ainda estamos discutindo. Essa brincadeira pode gerar frutos muito bons como mais um divulgador de produto turístico do Acre”, afirmou.

Nos próximos dias estará sendo publicado, na internet, o blog do clube. Ele está sendo elaborado pelo webdesigner Adaido Neto. Neto também será o responsável pela criação de um site. Segundo ele, o blog e o site terão como característica a interatividade. “Nossa intenção é criar algo onde o membro do clube possa entrar e facilmente fazer sua avaliação do ambiente visitado diretamente no site. Ele argumenta ainda que haverá espaço para a publicação de dicas de drinques e coquetéis, petiscos e outras informações do gênero.

Já o também jornalista Tião Vitor, afirma que o clube tem o caráter aberto, ou seja, qualquer pessoa pode se associar. Entretanto há uma diretoria fixa, formada pelos membros fundadores do clube. “Já temos algumas coisas elaboradas e outras ainda estamos criando, como estatuto, carteira de sócio, blog e site, mas o importante é que o clube já existe de fato e deve crescer e se firmar como uma instituição de amigos que confraternizam sempre. Tudo deve acontecer de forma descontraída, afinal, esse é o nosso principal objetivo. Não temos intenção de visitar bares para beber de graça nos bares que frequentamos, pelo contrário, fazemos questão de pagar pelo que vamos consumir, mas queremos preço justo, qualidade de atendimento e do produto oferecido”, afirma.

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sábado, 29 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

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Filtro Solar
(Versão Rafinha Bastos)



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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

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Assista e emocione-se



A arte que derruba fronteiras

Quem quiser saber mais sobre o projeto
Playng For Change, clique aqui.


Dica do Jacaré Banguela
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sábado, 22 de agosto de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

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Eles estão entre nós

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Fale com quem entende

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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OS PARABRISAS - EU SOU GAY MEU BEM


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Os Parabrisas - quem nunca foi boi



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terça-feira, 4 de agosto de 2009

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Operação pandemia (legendado)
Não deixe de assistir


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Habilidades

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Super

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

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Simon's Cat


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Punição para menino "maluvido"

Palmatória é coisa do passado
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

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Profissão repórter


Dizem que jornalista pena, tem vida estressante e rala para concluir as pautinhas do dia-a-dia. Neste clique de Regiclay Saady vemos o quanto é dura a labuta diária da repórter Lys Mendes. Tenho notado que ela anda estafada devido à sobrecarga de trabalho. As vezes sinto pena e pretendo lhe dar um aumento para compensar. Só não garanto que será aumento salarial.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

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Estátuas taradas atacam turistas





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Pense num cabra fodástico
Speed Charcoal Drawing - Megan Fox - Theportraitart



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segunda-feira, 27 de julho de 2009

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A verdadeira idade dos países

Li uma vez que a Argentina não é nem melhor nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e ai inventei um truque para descobrir a idade dos paises baseando-me no "sistema cão".

Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de paises temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana.

Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.

Continue lendo no blog do Braga
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Kombi 4x4 Turbo Luxo-Super

Clique para ampliar

A velha Kombi do Página 20 já não dava mais conta do recado. Foi preciso fazer um upgread, ou melhor, um tuning na linguagem moderna. No popular, passou por umas reforminhas. E está ela aí, pronta para ser estreiada pelo intrepido Valdeci Cocó (o motora) já na próxima semana. Élson Dantas, o patrão, não fala de quanto foi o investimento, mas diz que ela tem até Nitro para chegar mais rápido nos lugares. Agora os repóteres não terão mais a desculpa de dizer que não cumpriram a pauta porque o carro não conseguiu chegar até à fonte.

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Meu próximo casamento vai ser assim



Tava lá no Kibe Loco
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

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Controle mental em escala mundial? Pode um parasita influenciar a cultura humana?


Parasitas são capazes de muitas coisas para facilitarem a transmissão. Controlar a mente do hospedeiro, forçar o suicídio dele e até mesmo controlar o sexo dele. Mas em todos estes casos, o hospedeiro é um animal menor, como uma lagarta. Será que algum parasita é capaz de controlar a mente do ser humano? Será que algum parasita é capaz de influenciar a cultura humana?

Você conhece a toxoplasmose? Pode não conhecê-la, mas são grandes as chances de ter. No Brasil, 2/3 da população tem, e como ela dificilmente causa problemas, poucos sabem que estão infectados. O causador é um organismo unicelular chamado Toxoplasma gondii.

O ciclo ideal do toxoplasma se dá entre o gato e o rato. Dentro do rato, hospedeiro intermediário, ele se reproduz assexuadamente. Depois do almoço, uma vez dentro do gato, o toxoplasma se reproduz sexuadamente e produz células resistentes chamadas oócitos, que vão parar nas fezes do gato e contaminam tanto o solo quanto a água.

Mas o toxoplasma também é capaz de infectar outros mamíferos, de humanos a golfinhos. Graças a isso, é um dos parasitas mais distribuídos e presentes. Quando contraímos ele através do solo, água e até mesmo carne mal preparada, ele se comporta como se estivesse em um rato.

Ao nos infectar, ele se esconde em células do sistema imune chamadas células dendríticas, e as induz a circular mais no corpo. As células dendríticas têm acesso privilegiado no nosso corpo e são capazes de entrar no cérebro, levando consigo o toxoplasma, como um cavalo de Tróia. No nosso cérebro, ele se aloja em células da glia, auxiliares dos neurônios. Lá o toxoplasma se reproduz aos montes, e manipula o sistema imune para controlar sua população em ciclos de sobe e desce. Nada que cause muitos problemas em pessoas saudáveis. O problema acontece nos imunocomprometidos, como portadores de AIDS e fetos. Nestes, não há resposta imunológica que controle a população do toxoplasma e ele causa graves danos neurológicos, daí a preocupação das grávidas com a toxoplasmose.

Toxoplasma acompanhado infectando rato, após 18 dias já se encontra na amígdala.

De volta ao rato, quanto mais o toxoplasma favorecer sua transmissão para o gato, mais será favorecido pela seleção natural. E é justamente o que ele faz. Uma vez dentro do rato, o toxoplasma se dirige para o cérebro , mas uma região bem específica dele, a amígdala. A amígdala é o centro de controle das emoções do cérebro. O que ele faz lá?

Ratos infectados apresentam algumas reações diferentes. Deixam de evitar locais iluminados e o mais bizarro: os ratos perdem o medo do cheiro da urina de gatos . Em laboratório, pingar urina de gato em uma câmara de um labirinto é garantia de que os ratos evitarão aquele lugar. Já os ratinhos com toxoplasma circulam perfeitamente lá dentro, chegando inclusive a ter mais interesse pelo local. Outras respostas, como o medo de tomar choque continuam intacta. Ou seja, o toxoplasma é capaz de alterar um medo específico do rato! Coisa que anos de psicanálise não fariam.

Sabendo disso, cientistas começaram a se perguntar o mesmo que você deve estar se perguntando agora. Mas o toxoplasma não se comporta do mesmo jeito no ser humano e no rato?

Não que ele nos faça perder nosso medo de urina de gato, mas algumas relações intrigantes apareceram. Há uma grande correlação entre pessoas que sofrem de esquizofrenia e portadores de toxoplasma. Pior, remédios que tratam esquizofrenia, como haloperidol, matam o toxoplasma, deixando uma dúvida sobre quem o remédio trata.

E isso vai além. Em uma outra pesquisa , mulheres com toxoplasmose foram identificadas como mais afetuosas, inseguras e persistentes. Já os homens, mais ciumentos e menos interessados por novidades.

Agora aumente a escala disso. Imagine países tropicais, como os países latinos, onde o solo mais quente favorece a sobrevivência dos oócitos e têm altas taxas de toxoplasmose, em contraste com países do norte europeu, com índices baixíssimos da doeça. Pense na imagem que as pessoas têm dos latinos, mulheres mais quentes e afetuosas, e homens mais ciumentos…

Pense agora que metade das pessoas do mundo têm toxoplasmose e que nossa cultura é construída pela interação de todas as mentes…

Será que esse parasita pode ser mais um dos milhares de fatores que influenciam nossa cultura??

Texto de Atila Iamarino, biólogo e doutorando em evolução de HIV-1. Apaixonado por ciência e viciado em informação, responsável pelo blog Rainha Vermelha do ScienceBlogs.

Encontrei lá no Sedentário & Hiperativo
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terça-feira, 21 de julho de 2009

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“Acre, o fim do mundo” ou
“reféns da incompetência”



Gosto sempre de iniciar os meus textos quando já tenho um título definido. Isso me faz manter o foco no assunto que desejo tratar. O problema é que, muitas vezes, a parte mais difícil de um texto é definir o título. Este, por exemplo, é um deles. Na hora que pensei escrevê-lo me veio a dúvida: devo grafar “Acre, o fim do mundo”, ou seria melhor “Reféns da incompetência”?

Agora que ele já tem um início e toda uma estrutura montada em minha mente, estou me inclinando a achar que melhor seria a segunda opção.

O fato é que, nós últimos dias nós, acreanos, com “e”, nos vimos reféns de um mundo moderno e de más gerências nos serviços públicos oficiais, o que nos leva a uma situação similar à dos pioneiros, aqueles que, nos fins do século de 1800 e início do de 1900 iniciaram a colonização do Estado.

Naquele tempo era inevitável evitar longos meses nos vapores numa simples viagem que hoje se faz em menos de duas horas para Manaus, ou esperar outros meses por uma carta ou encomenda feita na metrópole. Se adoecia, era natural não ter assistência médica, pois aqui não tinha doutores. O que salvava eram as bebeiragens dos índios. Ou era isso ou enfrentar a subida de rio dias e dias dentro de um gaiola até encontrar o socorro em Manaus ou, nos casos mais graves, em Belém. De mais moderno, só os lampiões dos Barracões; na dos seringueiros iluminação mesmo só a das lamparinas a querosene.

Um novo século surge. A modernidade o acompanha. O terceiro milênio devia ser aquele em que nos beneficiaríamos da tecnologia, das novas fontes de energia e mesmo da maravilha que a informática propicia. Mas para o Acre não. Será por quê? Será porque isto aqui é realmente o fim do mundo? Ou será que somos realmente reféns da incompetência, da falta de vontade política ou da irresponsabilidade para com o social?

Ocorre que, se não dependemos mais do vapor, do regime de chuvas, do querosene para as lamparinas ou dos chás milagrosos dos pajés. Dependemos do linhão, do cabo de fibra ótica ou de um horário decente para embarcarmos numa viagem simples de duas horas.

Duas empresas operam o transporte aéreo para o Acre. Ambas dispunham apenas de voos noturnos. Apenas recentemente uma delas resolveu, a muito custo, mudar seus horários e realizar voos durante o dia. Antes, só de madrugada. Foi preciso a intervenção parlamentar para isso acontecer, pois elas, as empresas, não têm tanto interesse em atuar por essas bandas. Incompetência, garanto. São incompetentes para cumprir a função social a que se destinam e incompetentes para garantir o atendimento de um mercado consumidor pequeno, mas que detém os mesmos direitos dos do sul maravilha.

Há dias o Acre está sendo ameaçado de voltar ao tempo das lamparinas. Uma empresa pública, responsável pelo fornecimento de um dos mais importantes serviços do mundo moderno, o de geração e distribuição de energia, se mostra incompetente para tal. A Eletronorte não consegue evitar que o Acre passe por constantes apagões, prejudicando a população, afugentando investimentos econômicos e suprimindo direitos básicos da população.

Acuado pelo Ministério Público Federal (MPF), na segunda-feira, o diretor-presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, negou que a empresa seja responsável pelos constantes apagões. Segundo ele a energia chega sempre ao Acre sem nenhum problema e que a responsável seria a Eletroacre, que faz a distribuição no Estado.

Sabe, pra falar a verdade, não sei se Jorge Palmeira é desinformado ou se os funcionários da empresa que administra informam mal. Como repórter, já fiz, diversas vezes, matérias sobre os blackouts constantes desde que o linhão foi instalado. As informações colhidas diretamente na Eletronorte em Rio Branco é de que a culpa teria sido de pane no próprio linhão ou na geração em Porto Velho. Seria Palmeira um desses incompetentes?

E agora, mais especificamente de umas duas semanas para cá, estamos quase voltando ao tempo em que a comunicação com outras praças somente por carta.

A Brasil Telecom, que não é mais Brasil Telecom é Oi, se mostra incompetente para garantir a fluência de dados e voz nos cabos de fibra ótica que ligam este fim de mundo com o restante do país informatizado.

Os apagões tecnológicos provocados pela Oi deixam o Acre praticamente movido à querosene. Não funciona a internet, a telefonia fica deficiente, os serviços bancários ficam prejudicados e os setores de comércio e serviços têm prejuízos.

Citei três exemplos de situações nas quais incompetentes desrespeitam o Acre e sua gente, e de empresas que não cumprem seus papéis sociais e estão preocupadas apenas com o lucro ou com questões políticas de interesse pessoal ou de grupos. Mas há outros casos, esses mais frequentes e que nos afrontam bem de forma direta.

O que faremos, então? Seremos também incompetentes para evitar que nos afrontem? Ficaremos quietos e voltaremos mansamente à luz da lamparina? Aceitaremos que nos tratem como “gente do fim do mundo”?

Não sei vocês, mas eu vou ao menos gritar.

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Quem mora no 14-B?

Sabe, grande parte da nossa vida é maníaca. Posso ver 34 canais de TV, posso usar o fax para me comunicar com pessoas em toda parte, posso estar em muitos lugares ao mesmo tempo, posso sobrevoar o país de ponta a ponta; alguém me aguarda ao telefone, e eu posso atender duas chamadas ao mesmo tempo. Vivo em toda parte e em lugar algum. Mas não conheço meu visinho. Quem mora no apartamento ao lado? Quem mora no 14-B?

Não sei quem é, mas estou falando ao telefone, uso o telefone do carro, do banheiro, do avião; tenho uma amante em Chicago, moro com minha mulher em Washington, a ex-mulher mora em Phoenix, minha mãe, no Havaí e meus filhos estão espalhados pelo país. Os fax chegam dia e noite, tenho acesso a todas as bolsas de valores do mundo, os fundos de commodities, estou em toda parte, amigo – mas não sei quem mora no 14-B.

Percebo que a hipercomunicação e hiperinformação participam do que mantém a alma à distância?

James Hillman (1995: 44)
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Bela praia

Eu observava, nesta imagem, o quanto essa praia é linda. Vejam como a areia é branquinha, as palmeiras frondosas e a água azul. Deve ser bem quentinha, não acham?
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

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Baby Dancing
Ava's Single Ladies Put A Ring On It




Tava lá no Danosse
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

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Por isso prefiro os destilados

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

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Políticamente correto

So agora que completei 44 anos foi que
resolvi tomar juízo, literalmente

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A violência na nossa casa


“Tem muita coisa assustadora na tevê. Por isso não gosto que meus filhos assistam quando está passando matéria de crime, roubo ou coisa assim.” Essa afirmação vem de uma mulher simples de 41 anos. Uma mãe de quatro filhos que zela pela educação deles e que os quer protegidos de tudo de mal que pode influenciar seu caráter ou influir na saúde mental. Não devia ser assim, pois ela própria já devia estar acostumada com a violência e com as manchetes recheadas de sangue dos noticiários, pelo menos nos impressos.

Essa senhora se chama Maria Silzete. É natural de Tarauacá e está há 20 anos em Rio Branco. Casou e constitui família e há 14 anos trabalha com serviços gerais no jornal Página 20. Durante todo esse período ela viu muitas manchetes serem construídas falando das atrocidades do mundo violento. Além dos textos do jornal em que trabalha, ela tem à sua disposição todas as demais publicações diárias da cidade e mais alguma outras de circulação nacional e local que chegam à redação do matutino. Contudo, não se acostumou à banalidade do crime diário, dos assaltos nas esquinas, do espancamento da mulher ou da criança, do menino que é obrigado a vender balas no sinal para garantir o leite do irmão menor.

Maria poderia ser Madalena, Rute, Cleide, Francisca ou Raimunda. Não importa o nome. Importa saber que mães e pais também se preocupam com a carga diária de informação negativa que chega a seus filhos. Para esses meninos e meninas que estão com o caráter em formação, a banalização da violência nos telejornais, no cinema, no desenho animado e na revistinha “infantil inocente” é uma agressão que se iguala à própria violência.

“Os filmes de violência vão trazendo más influências para os jovens. É por isso que existe tanto crime, tanto roubo, porque esses jovens acabam sendo levados para a marginalidade.” Foi Maria também que disse essa frase, e, como se pode ver, apesar de ser corriqueira no senso comum - poderia ser dita por qualquer outra Maria -, não deixa de ser uma verdade presente no conceito científico do cientista social.

A mídia, em suas mais variadas formas, tem dado uma contribuição negativa para a formação do cidadão. Ela banalizou e até romantizou a violência, tornando-a para quem pouca informação tem para discernir o que é certo ou o que é errado.


As manchetes que “fazem escorrer sangue”, a exposição de tiroteios na tevê, o noticiário das “mortes do fim de semana” não assustam mais. O pior: não indignam e não provocam mais reações de revolta ou tentativa de reação social.


Por que isso acontece? Seria a informação inútil para a sociedade? Seriam o jornal, o noticiário televisivo ou a arte do cinema uma metástase que espalha o câncer da violência pelas células indefesas do corpo social?


Para ser sincero e objetivo, sim! Sim, se jornal, tevê, cinema e outras mídias não reconhecerem o verdadeiro papel social que exercem. Sim, se o único conhecimento que se oferece à população mais humilde forem essas fontes de informação. Sim, se a educação não for priorizada no país, se a cidadania continuar sendo direito de poucos, se a corrupção for um câncer mais voraz do que a má informação ou se os dirigentes do país continuarem a priorizar a política do fisiologismo tendo a ganância como sustento moral.

Como se vê, o problema não é apenas com a mídia, mas o profissional de mídia. Seja ele jornalista, publicitário, cineasta ou qualquer outro, tem sua responsabilidade e dela não pode fugir.


O jornalista não pode apenas divulgar o crime, mostrar o sangue, fotografar na hora que o disparo é feito. Se apenas assim o fizer, não cumpre o papel social fundamental para o bom desempenho profissional. O jornalista tem o dever de informar muito além disso. Tem que buscar dados mais profundos, colher informações além daquelas superficiais que fazem um jovem, com a arma em punho rodeado de reféns dentro de um ônibus, parecer um sujeito sem alma e cruel até o último fio de cabelo. Se assim o fizer exporá a anomalia que torna “células sãs” em unidades cancerosas. Mostrará como a “metástase do mal” contamina “órgãos sadios” e condena à morte uma sociedade de pequenos homens e mulheres indefesos sem direito a um “tratamento decente”.


O cinema, a tevê, a telenovela e mesmo a revistinha infantil têm também seu papel importante na formação de uma sociedade da paz ou de uma “sociedade sadia”. Mesmo o cinema sendo uma arte livre - e não poderia ser de outra forma -, cabe ao cineasta ou diretor decidir se realmente quer fazer arte ou se quer conduzir uma película que tenha como objetivo principal atender às exigências dos patrocinadores ou difundir a cultura do preconceito, da discriminação de raças, credos ou crenças. Fazer arte livre não significa ser irresponsável nem atender exigências de mercado do brutal pelo brutal, do imoral pelo imoral, do vergonhoso pelo vergonhoso.

Maria, Madalena, Rute, Cleide, Francisca ou Raimunda. Nesta lista pode-se incluir Pedro, Francisco, Sebastião, Daniel, Michel, Danilo, Washington. Homens e mulheres, do norte ou do sul, do Brasil ou da Noruega, não importa, todos são pais e mães que uma hora ou outra são obrigados a escolher o que deixam ou não os filhos verem. Se bons pais ou boas mães, evitarão a violência flagrante do noticiário. Se despreocupados, não se importarão. A decisão, por enquanto, é deles, mas talvez não fosse necessário forçá-los a isso. Talvez haja um dia em que eles não terão medo da influência negativa da mídia, ou porque ela não terá, ou porque seus filhos terão muito mais do que o pouco que a mídia lhe dá. Será o dia em que a informação será de todos e o conhecimento, um bem comum. Esse momento um dia chegará.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

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Uma idade novinha em folha chegando hoje

Completo hoje exatos 44 anos bem vividos. Meu aniversário se dá com sabor de rejuvenescimento, de conquista e de vida nova. Por isso estou feliz com a nova idade. Feliz com os amigos que tenho, com os filhos que tenho e com as perspectivas de futuro.

Aprendi nos últimos dois anos que a gente pode sempre recomeçar. Que o ponto de partida pode ser o apenas existir. Recomeçar do zero nunca significa recomeçar do nada, mas uma oportunidade para repensar no que se fez antes e no que se pode fazer dali por diante.

A nova idade chega, mas não vem assim, de mãos abanando. Ela me chega carregada de experiências, de bons conhecimentos, de uma história de vida cheia de alegrias, de momentos bons e ruins também, pois a felicidade é feita da soma das alegrias e das tristezas. Minha nova idade me chega com paixão, com amor e com desejo de enfrentar novas idades, e de vencer novos desafios.

A minha nova idade chega com vontade de conhecer outras tantas que virão ainda pela frente - talvez mais 44, ou até mais. Se elas vierem, que sejam bem-vindas.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

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Peguei lá do Pequenos Delitos
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Carta aos jornalistas com diploma

* Rodrigo Manzano


Caros coleguinhas,

Certa vez, meu grupo de amigos da faculdade e eu fazíamos um radiodocumentário sobre a morte. Era um tema difícil, áspero, sensível. Tínhamos 20 e poucos anos, a morte era algo distante, tão virtual para a maioria de nós. Para fazer entrevistas, fui ao cemitério da cidade onde estudei jornalismo, Londrina. Sentei-me ao pé de um túmulo, observando as pessoas. Um pouco adiante, vi uma sepultura ainda com coroas de flores, já um pouco murchas - pareciam ter sido ali colocadas uns três ou quatro dias antes. Minutos depois, chegam duas pessoas, visivelmente abatidas. Fui conversar com elas, entrevistei-as sobre a morte, a dor, a perda. Conversamos muito, entendíamos, os três, que o sofrimento é inevitável e que falar sobre ele pode ser confortante. À noite, me vi chorando em silêncio a dor de todos os que também morreram e os que ainda vão morrer. E chorei também a alegria de ter escolhido uma profissão que me permitia em um dia sentar ao pé de um túmulo e lamentar, e no outro festejar a alegria de um sábado de bicicletas.

Ao todo, passei 3.200 horas na faculdade. Fora as tantas outras em que estudei em casa, li livros, preparei trabalhos. Mas aqueles trinta minutos ao pé do túmulo foram fundamentais e suficientes para que eu tivesse certeza que a profissão de jornalista poderia carregar algo valioso. Hoje não sei mais se sou jornalista porque tenho as mesmas crenças da minha juventude - e espero que não - ou se continuo sendo porque é a única coisa que sei fazer e pela qual há alguém disposto a pagar algo. Não me arrependo de sequer um segundo em minha faculdade, mesmo o inútil tempo que perdi fazendo coisas que não me servem para absolutamente nada. Mas nunca investi nenhum grão de energia na minha formação de jornalista porque adiante um diploma me esperava. Aliás, descobri muito tarde que a profissão de jornalista exigia diploma específico, tanto que fui buscar o meu na secretaria geral da universidade tempos depois de formado e meu Mtb foi emitido apenas em 2009, quase dez anos depois da minha conclusão de curso.

Dito isso, desfaço os equívocos. É bom que saibam que sou formado, que valorizo minha faculdade, mas que desprezo meu diploma, ele mesmo apenas um pedaço de papel.

Muitos de vocês estão irritados com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional. Eu não, por várias e diversas razões.

Em primeiro lugar, porque não me sinto diretamente ameaçado por um sem-diploma, já que um pedaço de papel é irrelevante, secundário e idiota. Eu me sinto permanentemente ameaçado por pessoas mais competentes que eu, e elas são muito numerosas e sua competência não depende minimamente do diploma que elas possuam ou não, mas das capacidades e da excelência delas em fazer coisas melhor do que eu faço. Depois, porque eu respeito as pessoas independentemente da qualificação acadêmica delas. Meu pai é um ignorante. Ele não tem sequer a 4ª série primária, como se dizia no tempo dele. Até hoje, ele não entende a chuva. Para ele, a chuva é um mistério: "como a água pode ficar parada lá em cima", perguntou-me várias vezes. Mas ele entende muito do fluxo dos rios e da natureza dos peixes. Entende da terra e da mecânica das estrelas. Isso, certamente, não o faz astrônomo, zootécnico ou geólogo. Sequer jornalista, afinal a primeira e fundamental exigência para o exercício profissional de jornalismo é desejar sê-lo, e meu pai não tem e nunca teve essa vontade. Fiquem, pois, tranqüilos, porque ele não vai ocupar o cargo de editor de ciência em um jornal de circulação nacional. Meu pai deseja apenas observar a natureza dos peixes, o movimento dos rios e a mecânica das estrelas.

Em terceiro lugar, sou professor e por isso mesmo não dou valor ao diploma. Quem dá importância a diploma é reitor, secretário, burocrata e sindicalista. Eu dou valor à aprendizagem e ela não tem nada a ver com um pedaço de papel carimbado e assinado. Sou um professor rigoroso com meus alunos, mas sobretudo rigoroso comigo mesmo. Não quero repetir os erros de alguns professores meus e de muitos dos meus colegas de docência.

Vamos supor que eu tenha um ótimo aluno. O melhor aluno que eu possa ter, aplicado, esforçado, inteligente, pertinente, capaz e articulado. Uma figura que interprete o mundo da maneira correta, que seja ético, equilibrado e que tenha um texto formidável. Ele assiste às minhas aulas e às de meus colegas. Tirou notas máximas em todas as disciplinas, mas não conseguiu terminar a faculdade e está sem diploma. Segundo vocês, esse meu aluno é um imprestável. Para mim, não. Eu prefiro o que ele sabe, não o pedaço de papel que me diga, falsamente, que ele saiba as coisas.

Eu não tenho muito que dizer, apenas uma coisa: vamos indo. Já perdemos tempo demais nessa conversa mole de diploma. No entanto, vocês e eu concordamos em um aspecto. Jornalismo é coisa séria e certamente alguém usará a nova situação jurídica para se aproveitar. Mas uma revista, ou jornal, ou emissora de rádio e televisão que contratar incompetentes a um preço mais baixo coloca em risco o seu maior patrimônio. E se aproveitarão também sujeitos que vêem no jornalismo uma possibilidade de alcançar, por vias mais curtas, projetos pessoais como fama, poder e privilégios. Não alcançarão, claro, mas poderão tentar. Nesses casos, e somente nesses casos, devemos estrilar. Mas também deveríamos estrilar quando jornalistas com diploma usam o ofício para alcançar fama, poder e privilégios. Ou quando jornalistas incompetentes são utilizados pelas empresas para qual trabalham em negócios editoriais mal explicados. Atentem que isso não se relaciona ao diploma. Isso tem a ver com caráter. Eu não tive aulas de caráter na faculdade. Eu tive aulas de caráter ao pé de um túmulo e, sobretudo, com meu pai, nas lições de astronomia, geologia e zootecnia que me deu.

São Paulo, 3 de julho de 2009.

Rodrigo


* Rodrigo Manzano é Diretor Editorial da IMPRENSA e professor de Jornalismo na graduação e pós-graduação do UniFIAMFAAM, em São Paulo. veja mais


* Colaboração do professor Pascoal Gemaque
do curso de Comunicação Social da
Universidade Federal do Acre

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

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No Pacaembu


Estive em São Paulo esta semana. Fui participar da 4ª edição do Salão Nacional do Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo. Aproveitei e visitei estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu.

Fui lá poucas horas antes do Corinthians viajar para o Rio Grande do Sul para enfrentar o Internacional pela final da Copa do Brasil, na quarta-feira. Mano Menezes me convidou. Ele estava inseguro e com medo de falhar. Me pediu apoio e umas dicas. Não manjo muito de futebol, mas sou corintiano doente e não podia deixar o companheiro na pior.

A conversa foi boa e produtiva. Não deu outra, o Coringão é Tri. Agora é conhecido com Trimão.

Na foto eu apareço no portão do Pacaembu. Mano Manezes não aparece na foto porque ele estava atrás da câmera fazendo o registro. Foi a forma que ele encontrou para me agradecer pelas orientações.
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terça-feira, 30 de junho de 2009

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Sem estresse

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“Zé Goela” da informática

As vezes o barato sai caro e quando a gente quer dar uma de esperto, se ferra sem dó nem piedade. Aconteceu comigo semana passada. Fui bancar o bonzão da informática e acabei tendo um prejuízo irrecuperável.

Foi assim ó: meu micro deu pau no Ruindows e eu achei que devia consertar, economizando uns duzentos paus que certamente pagaria para um técnico qualificado. Não deu outra, perdi tudo. Fotos, textos, musicas e arquivos diversos reunidos durante mais de dois anos foram-se depois de um clique errado.

O que mais me doeu foi a perda das fotos. A maioria era dos meus filhos e outras eram de viagens que fiz pelo interior nesse período. Alguns arquivos importantes também se foram, como os de minha declaração de rendas de 2007 e 2008.

Foi coisa de gente sem noção, pois já trabalho com computadores há muito tempo e deveria saber que é bom ter backup de tudo. Mas chorar pra que né? Da próxima vez vou largar mão de ser sovina e pagar para quem realmente entende do riscado.
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sábado, 20 de junho de 2009

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A maldição do jornalista

Certa vez ministrei uma palestra para alunos do curso de Jornalismo do extinto Iesacre. Lá pelas tantas disse não indicava a ninguém a profissão de Jornalista. Alguns deles até disseram, algum tempo depois, que minha fala imprópria e que se sentiram decepcionados e frustrados. De acordo com eles, eu não deveria ter falado aquilo, pois tinham o direito de descobrir sozinhos o quanto não é fácil ser jornalista.

O que falei não tinha o objetivo de desestimular, mas de dizer que ser jornalista é uma opção de vida, um sacerdócio ou, como diria Antonio Stélio, uma cachaça. Quem não estiver disposto a viver nessa condição, creio eu, não terá o direito de se dizer jornalista, tenha o diploma ou não.

Essa semana que findou terminei de ler o último livro de Marcelo Rubens Paiva: “A segunda vez que te conheci”. O livro conta a história de um jornalista que “depois de ver o seu segundo casamento ruir e perder o emprego, vai morar num flat, e no prédio conhece uma prostituta. Quando percebe, está gerenciando uma dezena de garotas de programa. Esse novo homem, porém, é colocado em xeque com o reaparecimento de sua primeira mulher”. O livro é excelente, recomendo. Mas não é bem do enredo que quero tratar aqui, mas de um pequeno trecho que explica claramente o que disse acima. Ele chamou de “A maldição do jornalista”. Quem lê não terá dúvidas do que essa é realmente uma profissão para loucos. Vejam o texto que reproduzi a seguir.


A maldição do jornalista

1 – Não terá vida pessoal, familiar ou sentimental.

2 – Não verá o filho crescer.


3 – Não terá feriado, fins de semana ou outro tipo de folga.


4 – Terá gastrite, se tiver sorte. Se for como os demais, terá úlceras.

5 – A pressa será o único amigo, e as refeições principais serão sanduíches, pizzas e pães de queijo.

6 – Os cabelos ficarão brancos antes do tempo. Se sobrarem cabelos.

7 – Sua sanidade mental será posta em cheque antes que complete cinco anos de trabalho.

8 – Dormir será considerado período de folga; logo, não dormirá.

9 – Trabalho será o assunto preferido, talvez o único.

10 – As pessoas serão dividias em dois tipos: as que entendem de comunicação e as que não.

11 – A máquina de café será a melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não fará mais efeito.

12 – Happy hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13 – Sonhará com a sua matéria. E não raramente mudará o título dela e algumas palavras enquanto dorme.

14 – Exibirá olheiras como troféu de guerra.

15 – E, o pior, inexplicavelmente, gostará disso tudo.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

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Quem tem o direito de informar?

Recebi hoje um e-mail convocando para uma manifestação nesta segunda-feira contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a obrigatoriedade da exigência de diploma de faculdade de Jornalismo para a atuação na área de comunicação. O convite pedia reação da imprensa, profissionais em atuação e alunos em formação, para que, caracterizados com nariz de palhaço e munidos de faixa e cartazes, fossem às ruas contra a decisão da corte maior do país.

Pois digo uma coisa: babau, bacurau! O martelo foi batido. Contra a decisão do Supremo não há recurso. Ela passa a valer a partir de agora, ou melhor, desde o momento em que foi divulgada a decisão dos magistrados no Diário Oficial da União.

A manifestação é tardia e inócua, como esclareci acima. Deveria ter sido feita em qualquer momento da última década, quando a questão ainda era uma querela em diversas instâncias da Justiça brasileira. Podia ter sido feita quando da convocação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), que por diversas vezes convocou assembleias para discutir o tema, ou mesmo em assinaturas de atos e petições diversas promovidas pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que há muito vem brigando pela questão da valorização profissional. Agora não adianta mais. Agora, Inês é morta.

Não sou e nunca fui favorável à exigência do diploma para o acesso à profissão. Seria hipócrita se dissesse que sou, pois iniciei minha carreira há alguns anos e, por sorte minha, não era exigido o diploma. Alguns me dizem: “Ah! Mas naquele tempo era diferente, não havia faculdade de Comunicação na cidade". E daí? Eu e tantos outros iniciamos assim e agora, que estamos nos formando em Jornalismo ou já temos o canudo, tornamo-nos os defensores incondicionais do diploma?

Vejam bem, não estou me posicionando contra a formação acadêmica. Pelo contrário, acho que, quanto mais conhecimento, quanto mais formação, melhor.

Acho, porém, que o direito de informar, assim como o direito de ter a informação, não pode ser exclusivo de um grupo, de uma “casta” de privilegiados que escolheram o Jornalismo e não a História, ou as Ciências Sociais ou mesmo o Direito. A prerrogativa de informar é de qualquer um, é meu, é seu, leitor, é do professor, é do médico e é também do jornalista. Seria bom que todos os que estão nas redações sejam formados em jornalismo, mas, se não for, qual o mal nisso?

Certa vez questionei um amigo sobre essa obrigatoriedade. Expliquei a ele que ela era absurda e podia valer apenas para rádio e televisão, que são concessões públicas. Nesse caso, uma cláusula no contrato de concessão poderia exigir que até o faxineiro da emissora fosse formado em jornalismo, mas no impresso essa exigência não se enquadra. Vejam bem, o que impede o dono de uma publicação impressa de contratar um profissional para colher informações sobre diversos assuntos e transcrever aquelas informações em um texto que em seguida pode ser impresso em papel jornal e comercializado?

Mesmo com a tevê e com o rádio, essa proibição em poucos anos seria impossível. A internet e as novas mídias estão mudando a forma como nos informamos. Em dez anos, creio eu, a televisão estará mais presente nas telas dos computadores do que nos aparelhos convencionais. O rádio também segue a mesma tendência.

Pergunto novamente: que leis impediriam um jovem desses empreendedores que dominam a rede de montar uma televisão on-line e, na sua grade de programação, criar um telejornal produzido, dirigido, redigido e conduzido por pessoas que não têm formação em jornalismo? Teria a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) o poder de lhe propor multa e exigir o fim de seu negócio? Ou a Polícia Federal poderia invadir sua emissora de fundo de quintal para apreender computadores, microfones, câmeras fotográficas e filmadoras só porque os repórteres do telejornal da internet não têm formação em jornalismo?

O convite falava ainda em “formadores de opinião”. Nós, jornalistas, com raras exceções, não somos tão assim formadores de opinião. Expomos a opinião do patrão, seja no Página 20, seja na Folha de S. Paulo, seja no Jornal do Brasil ou no The New York Times. Somos reportadores da opinião dos outros. Pegamos o que uns dizem, colocamos no papel e divulgamos. É claro que lá pelo meio colocamos nossa opinião, pois não existe isso de isenção no jornalismo. Mas colocamos de forma escamoteada. Na maioria dos casos, pinçamos o que nos interessa da fala do entrevistado ou da nossa “fonte fidedigna” e colocamos lá. Raramente botamos nossa cara a tapa expondo nosso nome em um artigo de opinião. Somos muito preguiçosos ou temerosos para isso.

Jornalista para formar opinião tem que dizer o que pensa.

Nesse ponto quero aqui elogiar o jornalista Sílvio Martinello. Ele conseguiu produzir na sua equipe do jornal A Gazeta o gosto pela produção do artigo de opinião. Além das matérias do dia-a-dia, o leitor pode saber também o que pensa cada um sobre os variados assuntos do cotidiano acreano ou do país. Estão formando opinião.

Por fim, quero dizer que a não-exigência do diploma não vai fazer a imprensa perder a qualidade da informação. A qualidade cai quando o repórter é mau-caráter, tendencioso ou preguiçoso. Nesse caso, não há faculdade que resolva o problema.

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sábado, 13 de junho de 2009

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Ninguém está totalmente
seguro nesse mundo
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Não há obstáculos intransponível
para quem tem força de vontade

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

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A fome de cada um

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Dia de festa


O gelo para as bibidas e já arrumei, falta apenas
quem financie o álcool

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

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Brad Pitt

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Estou com um corpitxo igual, mas não estou pegando nenhuma Angelina Jolie. Por que será?
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Curioso todo
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

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Cortesias

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Preocupações ecológicas


O período de estiagem sempre me traz preocupações. É o período de queimadas. Quando o agricultor ou mesmo o grande latifundiário derruba a floresta e toca fogo no mato para fazer a limpeza do terreno para o plantio. É um desastre para a natureza. Acontece igualzinho ao que aparece nessa foto. Vocês estão vendo o fogo na foto não estão? Pois é... imaginem, que desgraça!

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

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A Copa e o petróleo


Vivo política há muito tempo, desde a militância juvenil à minha atuação profissional como jornalista formador de opinião. Mas ao longo desse tempo todo nunca fui partidário da tática do “quanto pior melhor” nem mesmo acreditei que a derrota dos adversários em causa justa fortaleceria minha causa. Aprendi há muito tempo que o bom político tem que ser coerente, consequente e ético.

O que vi ontem nos debates da Assembleia Legislativa me entristeceu. Vi os deputados de oposição entusiasmados com a não-escolha do Acre como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e com a nota da Petrobrás que diz que “não procede a informação veiculada hoje [01/06] na Folha de S. Paulo sobre o anúncio de duas grandes reservas de petróleo e gás natural no Acre e no noroeste de Minas Gerais”.

Sobre o primeiro fato, não entendo o porquê das críticas ao governo e à comissão que pleiteou o Acre com participação efetiva na competição mais importante do esporte mundial. A proposta do Estado era coerente e significava a oportunidade de o mundo conhecer uma região onde seu povo convive muito bem com a natureza e vem se dedicando à defesa do ambiente e à valorização da cultura da floresta como uma das mais belas e ricas do Brasil.
Os investimentos do governo não se tornaram prejuízo com a “derrota”. O que foi gasto está sendo recuperado com a divulgação que o Estado teve na mídia mundial, bem como com os benefícios que virão quando os jogos se realizarem aqui perto, na cidade de Manaus (AM) ou em Cuiabá (MT). O Acre deverá lucrar com o turismo, mesmo de forma indireta, não duvidem disso.

Talvez o Acre tenha realmente perdido muito dinheiro, mas não estou falando do que foi usado pelo governo para elaborar o projeto acreano ou divulgá-lo durante o processo de escolha das cidades. O dinheiro que estou falando é o que deixará de chegar ao Acre com os investimentos da iniciativa privada ou mesmo do governo federal. Estou falando também dos milhões que os turistas deixariam aqui durante os jogos e por muito tempo ainda depois do fim da copa. Sinceramente, não sei por que alguém ficaria feliz com isso, sendo ou não oposição.

Já com o segundo fato, a “nota da Petrobrás”, creio haver igual inversão de valores. Imaginem os senhores leitores os benefícios de se encontrar óleo e gás no Acre. Imaginem uma exploração responsável e criteriosa que conviva perfeitamente com o ambiente e que contribua para a melhoria da qualidade de vida da população. Imaginem tudo isso e imaginem alguém contente porque não será realizado. É difícil entender, não é?

O que os oposicionista não percebem é que a nota da Petrobrás não descarta a existência de petróleo no Acre. A empresa negou que existam duas novas reservas a serem anunciadas, não que elas não existam.

A questão da existência ou não de petróleo no Estado é antiga. Há quem diga que se sabe de grandes reservas na região desde a década de 1970 e que os governos do Regime Militar fizeram questão de esconder isso por algum motivo que não faz o menor sentido agora. Se for verdade ou não, não sei.
A verdade é que ao redor do Estado há grandes reservas de óleo e gás. A maior parte delas está na Bolívia, aqui, na nossa biqueira. Há muito também no Amazonas, na região de Urucum. Lá a exploração está a todo vapor e, da forma que vem sendo feita, o meio ambiente está plenamente contemplado e preservado.

Também não sou defensor do petróleo, mas não faria festa para comemorar a confirmação da não existência no Acre.
Sinceramente, creio que muita gente soltou rojões e fez festa para celebrar a escolha de Manaus como a sede do Norte para a Copa do Mundo. Mal sarada a ressaca dos festejos, deve ter reiniciado ontem as comemorações após a divulgação da nota da Petrobras. Pergunto então: quem realmente ganha ou perde com isso? Seria o Binho? Seria o Jorge Viana? Seria o seu irmão Tião? Ou seria o PT? Não, nenhum desses perde tanto quanto nós, acreanos, e sorrir disso é um completo desrespeito.

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terça-feira, 2 de junho de 2009

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INCÊNDIO NA FLORESTA

(Homenagem à colega Lane Valle)

Era uma vez, uma floresta muito bonita, rodeada de aves e animais de todas as espécies. Um dia passou por lá uma pessoa muito má e colocou fogo na floresta.

Todos os animais trataram logo de fugir para não se queimarem.

Porém, havia ali um beija-flor com um ninho cheio de filhotes, que não podia fugir e deixá-los abandonados ao fogo.

Imediatamente voou até o rio mais próximo e trouxe de volta uma gota d’água lançando-a sobre o incêndio. Foi e voltou várias vezes com um pingo d’água no bico, lançando-o sobre a floresta, tentando apagar o incêndio.

Todos os animais, caíram na gargalhada observando aquela cena e dizendo.

- Não seja ridículo, beija-flor, você não percebe que é inútil e impossível apagar o incêndio com uma gota d’água? Desista?

Não posso, tenho que apagar o incêndio para salvar meus filhotes.

- Desista, fuja conosco. - Reforçaram as outras aves.

Já tomado pelo cansaço, o beija-flor respondeu:

- Eu estou fazendo a minha parte!

Foi o suficiente para todos as outras aves e animais se sensibilizarem e cada um a seu modo ajudar apagar o incêndio da floresta. E assim, graças à união e esforço de todos, o incêndio foi apagado, salvando se a floresta e os filhotes do Beija-flor.
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Novos ares de cultura
no império de Galvez


Fui neste domingo à Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura, que vem sendo realizada desde sexta-feira na Praça da Revolução, do lado da Biblioteca Pública. Fui com o meu filho Lucas, de 12 anos. Também estive lá no sábado, mas não pude me ater por mais tempo.

Confesso que fiquei fascinado com ar de cultura que a cidade vive com esse evento. Livros, muitos livros, para todos os gostos, um majestoso visual, e o melhor: boa música. No sábado, um grupo fez uma bela apresentação com o melhor do chorinho, estilo musical legitimamente brasileiro. Domingo, um grupo não menos talentoso apresentou do chorinho ao estilo clássico. O que vi mostra que boa música e leitura formam uma combinação perfeita.
Vi casais apaixonados que ouviam a música, escolhiam livros; vi senhores e senhoras admirados com a perfeição dos acordes e com a recordação de um som que há muito não ouviam ou fascinados pelo autor clássico, pela nova edição do título que lhes marcou a vida; vi crianças que se balançavam com a música que ouviam pela primeira vez e vi seus olhinhos brilhando com o colorido do livro infantil e sorridentes com os textos especialmente elaborados para elas.

Nunca antes nessas terras de Galvez me senti tão entusiasmado com as perspectivas da cultura acreana. Creio que a Bienal se apresenta como um marco divisor que sinaliza o salto qualitativo na cultura desta terra.

Fiquei empolgado, sim, mas admito que algumas coisas me deixaram decepcionado. O preço dos livros, por exemplo. Há alguns títulos bem em conta, mas a grande maioria está com um precinho lá nas alturas... Nos dias de comércio on line, sai bem mais em conta fazer um pedido via monitor do que comprar diretamente na livraria. O livro chega em dois dias e custa quase a metade do preço do que é vendido na biqueira de casa.
Para uma bienal do livro, que tem como principal objetivo o incentivo à leitura, preço é fundamental.

Senti falta também das atividades lúdicas na praça. Vi algumas no interior da Biblioteca Pública, mas a praça é o lugar de todas as brincadeiras e diversões. Atividades assim, em lugar fechado, desestimulam. Lembro que elas eram muito bem exploradas pelo Sesc durante a Feira de Livros Infantis. Sessões de “contação” de histórias, oficinas de teatro ou mesmo apresentações de pequenas esquetes prendem a atenção da criançada e fazem fluir as fantasias que estimulam o desejo de ler e aprender.

Mais falta ainda senti da produção local. Vi títulos espalhados nas bancas, mas não reparei num trato diferenciado para a divulgação da “prata da casa”.
Claro que essa é a primeira bienal. A experiência de agora servirá para as próximas edições. Muito há que ser corrigido e muito mais deve ser mantido e melhorado. Porém, a semente foi plantada e está germinando bem rápido.

De tudo que vi em poucas horas na praça, o que mais me empolgou foi a reação das pessoas. O que descrevi no terceiro parágrafo deste texto não relata a realidade. Havia satisfação no rosto de todos. Havia sorriso de alegria com a beleza do local, com a quantidade da boa informação, com a boa música e com o prazer de ver a praça fervilhando de cultura.

No fim de semana devo voltar à Bienal. Dessa vez quero levar meus três filhos. A mais velha, Ana Paula, há muito tempo aprecia uma boa leitura. Lembro que me endividava todo para comprar livros para ela na feira do Sesc quando ela ainda era uma menininha. O do meio, o Lucas, esse é meio arredio com a leitura. Mas tenho feito de tudo para que ele se interesse. Quanto à mais nova, Juliana, creio que ela vai ser uma leitora contumaz. Aposto neles, pois sei o quanto a leitura é prazerosa e o quanto o conhecimento nos faz seres humanos melhores. Quero reservar um bom dinheiro para comprar livros. Para mim e para eles. Não será um gasto nem um desperdício - será um investimento, um dinheiro usado para produzir em meus filhos o mesmo que os livros produziram em mim.

Quanto a você, caro leitor, espero que visite também a Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura. Certamente terá a mesma boa sensação que eu tive. Se isso acontecer, garanto que a bienal já atingiu o seu objetivo.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

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Urgência e emergência

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Um mês sem postar


No último dia 23 o blog fez dois anos. Desde então foram 314 postagens tratando dos assuntos mais diversos. A maioria, na verdade, tem um cunho humorístico. São fotos e textos que ajudam a descontrair ou que retratam um aspecto engraçado do cotidiano das pessoas. Grande parte destes é retirada de outros blogs ou sites. O que vejo de bom copio e publico aqui, mas sempre informando a fonte.

Há no blog também, textos em que procuro tratar de assuntos sérios, de questões de relevância política e social. Infelizmente, por falta de tempo e devido ao acúmulo de afazeres diários, esses têm sido cada vez mais raros.

De um mês para cá as atribulações diárias ficaram mais intensas, ao passo que o interesse pelo blog foi caindo cada vez mais. Nesse período muita coisa aconteceu que me levaram ainda mais a me afastar das postagens. Uma delas foi um acidente de moto que sofri. Quebrei o braço esquerdo e meus movimentos ficaram bem limitados. Escrever se tornou um ato muito doloroso.

Acontece, porém, que faço o acompanhamento, vez por outra, dos acessos do blog através do Analytics, uma ferramenta muito útil oferecida pelo Google. Venho percebendo que, apesar da ausência de postagem, há uma média de visita diária de 20 a 30 pessoas. Não é muito. Há blogs por aí com frequência de visita diversas vezes superior a isso. Mas não posso ignorar que, no mínimo, 20 pessoas “me vistam” todo dia. É pouco, mas são pessoas que gostam das coisas que faço, dos textos que escrevo, do meu “humor tosco”.

Na primeira postagem deste blog, em 23 de maio de 2007, eu dizia que o blog não tinha grandes pretensões, que era apenas para o “meu deleite e dos amigos que gostarem das besteiras que falo ou escrevo”. Muito bem, nada mudou desde então. Continua assim. Mas é bem verdade que esse é um espaço que não posso mais dispensar e, se comecei, devo continuar.

O que mudou é que ganhei nova motivação para manter o blog e ela veio justamente dos acessos diários. Garanto que muita das pessoas que visitam o blog todo dia se quer me conhecem, mas está lá sempre querendo saber o que tem de novo. Gente, vocês não sabem o quanto isso faz bem.

Bom, encurtando a história, quero dizer que vou procurar me dedicar mais ao blog. E não quero fazer isso apenas publicando coisas que pego de outros blogs ou sites. Quero produzir um conteúdo mais inédito com textos de opinião ou mesmo rápidos comentários sobre temas diversos.

Já que estou prometendo recomeçar com novo gás, quero também que me cobrem esse compromisso, quero que me critiquem quando eu vacilar ou que elogiem quando fizer algo legal. Assim, garanto, não me sentirei novamente desmotivado.

Um grande abraço a todos

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sábado, 2 de maio de 2009

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Morro de medo de gato preto

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O bom e o mal

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Prioridade para o que
realmente interessa


Quando o tiragosto acabar, os peixinhos vão fritar
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