quarta-feira, 30 de julho de 2008

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Xi! Foi sem querer.


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Convenção de ciclistas


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Uns quilinhos a
mais na balança


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terça-feira, 29 de julho de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

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Saudades de minhas
putas alegres



Moro sozinho há alguns meses e, graças a isso, tenho cultivado prazerosos hábitos solitários, mas não são aqueles condenados pela Santa Igreja. São outros que só se percebe o quanto nos faz bem quando estamos sozinhos, como o hábito de ler, de escrever, de ouvir música ou mesmo cozinhar. Este último há muito não praticava e já nem sabia mais como fritar “um ovos”.

Outros se mostram mais e mais prazerosos a cada vez que se praticam. A leitura é um deles. Li García Marquez esses dias e suas “Memórias de Minhas Putas Tristes”, que retrata o vigor de um amor adolescente aos 90 anos. Fantástico e emocionante como só ele o é, me fez ansiar amar daquele jeito, mesmo que aos sessenta ou setenta, embora deseje muito me tornar um nonagenário tão apaixonante quanto seu personagem ou um centenário tão jovial quanto a recém-falecida Dercy Gonçalves.

Gosto dos escritores latinos, como Vargas Llosa e o próprio García Marquez, pois expurgam dos seus textos a hipocrisia literária e não se furtam em grafar um “puta” sem tornar seus escritos chulos ou apelativos.

O que me inspirou a escrever esse texto não foi a história de amor do velho jornalista pela adolescente Delgadina, mas o próprio título do livro: “Memórias de Minhas Putas Tristes”. Ao terminar a leitura fiquei imaginando as minhas putas, as tantas “mulheres de vida fácil” que passaram pela minha vida. Da reflexão veio a constatação: as minhas putas eram alegres, muito alegres, e o pior - ou o melhor: sinto saudade de minhas alegres putas.

Não nego a ninguém que tive uma juventude em que visitava com relativa freqüência ambientes nada politicamente corretos. Deixando a hipocrisia de lado, andei muito nos puteiros da cidade.

Meus amigos se divertem quando conto como perdi minha virgindade aos quatorze anos em um puteiro. Acho que vale a pena retratar aqui para mostrar o quão alegre eram minhas putas.

Aos pudicos de plantão, peço que abandonem aqui a leitura. Não porque vá retratar pormenores de alcova de submundo, mas porque verão confissões de um homem de meia idade, pai de três filhos que não se furta em confessar que conheceu com relativa intimidade o lado negro da sociedade que a cidade rejeita.
O nome dela era Fátima. Não tinha mais do que dezessete anos, e eu, com falei acima, apenas catorze, quinze talvez, não lembro bem. Fui levado ao afamado Papoco pelos amigos de trabalho. Comecei minha vida profissional muito cedo, mas não no oficio atual. Trabalha em uma loja de eletrodomésticos e os amigos insistiram que eu deveria me “tornar homem” de qualquer jeito. Me levaram ao “baixo meretrício” e falaram da minha condição de virgem ao dono de uns dos donos de botequins do lugar. Aos berros ele a chamou: Fátima! Ei, Fátima, vem cá! Prontamente chegou aquela menina serelepe, saltitando como e estivesse pulando a macaca com as amiguinhas da rua. Bom, o que veio a seguir, prefiro deixar para contar em outra oportunidade.

Fátima era alegre e jovial como todas as meninas aos dezessete. Não sei se era feliz ou se sua alegria permaneceu durante a vida que escolheu, mas o que ela irradiava me fazia feliz, pelo menos naquelas visitas que lhe fazia. Me tornei freqüentador assíduo do puteiro e de tantos outros da cidade.

As putas que conheci no Papoco, no Tabira, nos bordéis do bairro 15, no Espanta Cão ou em outros que me fogem à memória agora eram mulheres diferentes das prostitutas ou das modernas garotas de programa. Eram putas mesmo, por opção, paixão ou situação. Não se envergonhavam disso e lhes faltava alegria no rosto sofrido, mesmo que a tristeza da vida longe dos puteiros vez por outra lhes apertasse o peito. Gargalhavam sem se envergonhar de mostrar os dentes, ou a ausência deles. O riso era autêntico e funcionava como um incentivo ao cliente a pagar mais uma rodada de cerveja ou de aguardente.

Aliás, é bom que se diga que foi nos puteiros que descobri os prazeres de dois hábitos que há algum tempo abandonei - o de fumar e o de apreciar uma boa cachaça. O fumo não era um hábito que gostava de cultivar, mas a cachaça, essa sim, abandonei a contragosto, pois me tornei hipertenso e, nesse caso, optei por continuar por aqui.

Voltando às putas, não posso deixar de citar o quanto o ambiente freqüentado por elas era animado. Música alta, boleros na maioria dos casos, penumbra e o peculiar desapego ao dinheiro que surge nos homens quando estão diante do sexo oposto e buscando o sexo que o oposto lhe pode dar.

A verdade que é que na minha juventude puta era puta e puta que se prezava era alegre. O voluptuoso hábito de conviver com putas já não tenho há muito tempo. Sobraram as boas lembranças do tempo em que putas, alegres ou tristes, só se encontravam no puteiro. Tempos bons, ah, isso era.


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sexta-feira, 25 de julho de 2008

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Extra, extra, extra!





Laura Okamura, diretora do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), divulgou há pouco uma foto acima onde aparece a ex-meliante Borroza Jack e agora reeducanda Marcela Barrozo. A foto tem por objetivo tranqüilizar a família que andava apreensiva e envergonhada com tal situação (vide comentários do post “Metralhas” um pouco abaixo) e mostrar a eficácia do sistema prisional acreano. Em poucos dias de internato, pode se notar o quanto a mudança foi impressionante. Isso graças ao tratamento no corretivo, onde ela ficou impedida de assistir os DVDs da banda Calypso e seguiu à risca as dicas de Ana Hickman. Ela também fez intensa leitura das revistas Claudia, Vogue, Elle e outras.

Os especialistas em segurança, acreditam que o problema da jovem foi ocasionado por horas a fio assistindo os programas da Xuxa, onde ela copiava a fio os modelitos apresentados pela apresentadora.

Marcela está sendo acompanhada pelo competente advogado e colunista social Moisés Alencastro, que pleiteia a liberdade condicional de sua cliente, mediante a assinatura de um contrato de exclusividade com alguma agência de modelos.

Quanto aos outros dois meliantes, Destilado de Lima e Araújo Tampa Azul, acredita-se que o caso deles é irrecuperável. O primeiro por causa das más companhias que influenciaram sua vida, como os já conhecidos mal-vestidos Stélio Castro, Elson Dantas, Marcos Vicentti e Leonildo Rosas. Já o segundo, o problema foi não ter ouvido os conselhos de sua mãe. Espera-se, porém, que após uns dez anos de serviços forçados ambos possam assemelhar-se com os colegas de Hickman, Brito Junior e Edu Guedes, ou, pelo menos, que comam alguém assim tipo a Eliana.


(Foto furtada do blog Ana Prozac)

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Homens

Como se comportam
na casa da namorada

Primeiro mês
Não senta, não toma café, tudo está bom e sempre diz por favor e obrigado.

Segundo mês
Senta (pouco a vontade), toma café, mas não come bolo, faz carinho no cachorro, tudo está ótimo.

Terceiro mês
Almoça na casa da namorada, toma uísque como o sogro, abre a geladeira e repara nas coxas da cunhada.

Quarto mês
Põe o pé na mesa da sala, vai ao banheiro (de porta fechada), já arrota na frente da namorada e dá palpites.

Quinto mês
Entra sem ser convidado, se serve sozinho na hora das refeições, limpa a boca na toalha da mesa e transa no sofá da sala.

Sexto mês
Almoça e janta, pede o carro emprestado do sogro, peida no sofá sem nenhum constrangimento, mostra o dente cariado para a sogra.

Sétimo mês
Dorme com a namorada nos finais de semana. Na hora do jantar levanta e ajeita a cueca na bunda com o dedo e continua a comer

Oitavo mês
Reclama da sogra, mija com a porta do banheiro aberta, passa a mão na bunda da cunhada.

Nono mês
Caga e não dá descarga. Transa na cama da sogra e chuta o cachorro

Décimo mês
Passa mais tempo na casa da sogra do que na sua. Trata a namorada como empregada e pede dinheiro emprestado ao sogro.

Décimo primeiro mês
Grita com todo mundo na casa, xinga a sogra, espanca o cunhado mais novo e come a cunhada.

Décimo segundo mês
Acaba o namoro, pois não suporta essa família sem educação.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

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Eu não sopro no canudo


Vou logo avisando: eu não sopro no canudo. Eu me recuso a fazer o teste do bafômetro. Sou brasileiro, 43 anos, separado, pai de três filhos. Pago meus impostos e não devo satisfação a ninguém, com exceção dos meus credores, mas estes são poucos graças a Deus. Sempre gostei de uns golinhos de vez em quando, mas a bebida nunca foi problema na minha vida. Eu era apreciador de uma boa branquinha, mas hoje tomo apenas umas cervejinhas de vez em quando.


Há pouco mais de um mês mudei os meus hábitos, pois agora não saio mais para ambientes noturnos para beber. Compro sempre uma caixinha de Skol e guardo na geladeira para tomar em casa. Estou obedecendo à risca a lei seca que proíbe o motorista a guiar com qualquer teor alcoólico no sangue. Sou a favor da lei e acho que ela é fundamental para reduzir as mortes no trânsito no Brasil. Mas não concordo que para cumprir uma lei outra seja descumprida, ou melhor, um direito seja suprimido.


Ontem, em uma reportagem publicada pela Agência Brasil, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alexandre Castilho, afirmava que “soprar bafômetro é dever imposto pela concessão de dirigir”. Fiquei pasmo com a alegação do agente, pois percebi que ele manipula as informações para justificar a ação e, para o cidadão comum, os seus argumentos parecem verdadeiros e justos. Diz ele: “Na verdade, ninguém tem o direito de dirigir. As pessoas têm o direito de ir e vir, à vida, à propriedade, à manifestação intelectual, mas ninguém nasce com o direito de dirigir. As pessoas buscam do Estado uma permissão para dirigir, e essa permissão é um título temporário, precário e que pode ser cassado a qualquer momento. E quando esse título é cassado? No momento em que o motorista nega ou questiona os critérios utilizados para o oferecimento da permissão. Então a pessoa que se recusa a soprar o bafômetro está negando esses critérios”. Parece verdadeiro, não é? Não é não. Isso é mentiroso. Não existe, nos critérios de concessão para permissão para dirigir tal exigência. Não está lá, mesmo em letrinhas miúdas, que o motorista deve soprar ao bafômetro quando for solicitado, abrindo mão de um direito constitucional.


Como o próprio texto da Agência Brasil afirma, “recusar-se a fazer o teste do bafômetro é uma prática garantida pelo artigo 8º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (de 1969), conhecida como “Pacto de São José da Costa Rica”, que preconiza o “direito [da pessoa] de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada”. O Brasil é signatário da Convenção – por isso, ela é considerada lei máxima no país.”


Castilho, entretanto, argumenta que a Lei Seca interpreta que a recusa poderia ser questionada, caso se tratasse de matéria de direito penal, mas é de direito administrativo, não tem aplicabilidade, pois realizar o teste seria um critério para que o motorista assegure a permissão que lhe foi concedida pelo Estado. Como disse anteriormente, esse critério não está implícito no contrato firmado entre o condutor e o Estado, portanto, não pode ser cobrado. Mesmo que venha ser adicionado, deve ser questionado judicialmente, por confrontar a Lei Maior do país. O direito administrativo e o direito penal se emparelham e, ao juntar provas contra si em processo administrativo, o condutor também reúne provas que podem ser usados contra ele em processo criminal.


Percebo que, no Brasil, as coisas acontecem de forma impositiva. Vem alguém e diz: você deve fazer isso ou fazer aquilo e pronto! Não importa se isso é certo ou errado, pois, mesmo parecendo não estar correto, devemos todos acatar com a maior naturalidade sem questionamento. Cede-se em um direito aqui, em outro acolá e, em pouco tempo teremos nossas vidas todas governadas por “iluminados” que sabem o que é melhor para nossa vida.


Desde que a Lei Seca entrou em vigor, centenas de pessoas que se recusaram em fazer o teste do bafômetro foram presas. Acontece que, se o condutor não apresenta sinais visíveis de embriaguês, como pode o guarda de trânsito ou o delegado de polícia prendê-lo? Isso acontece por má interpretação da lei. Mas percebo da sociedade uma mansidão perigosa ao não se rebelar contra isso. Vejo instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mesmo o Ministério Público, que se intitula fiscal da lei cala e permite que cidadãos de bens sejam humilhados em prisões arbitrárias. Nenhum policial ou delegado tem os conhecimentos necessários para afirmar que um condutor está ou não com algum teor alcoólico no sangue. Caberia isso a um médico, por isso, no caso de recusa, o condutor poderia, no máximo, ser levado a uma unidade de saúde para que o profissional correto confirma-se ou não a suspeita do agente de polícia e não para uma delegacia para justificar-se com o delegado. Ao agente judiciário, cabe fazer valer o pressuposto elementar do direito que afirma que deve-se presumir inocência em caso de dúvida.


Creio que essa questão tão polêmica não será facilmente digerida pela sociedade. Uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) foi ajuizada no último dia 4 pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Supremo Tribunal Federal. O julgamento da ação porá um fim à discussão, pelo menos na questão jurídica. Cabe, porém, uma manifestação mais eficaz do cidadão que se sente suprimido em seus direitos fundamentais. Sou a favor da Lei Seca, mas condeno o teste do bafômetro, digo isso, mas vejo que são poucos os que se atrevem a falar isso abertamente. São manifestações assim que podem influir tantos outros que se calam diante das ameaças policiais. Talvez eu seja preso ao me recusar em fazer o teste, mas assumo o risco e espero que a Justiça julgue pela preservação dos direitos fundamentais.



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quarta-feira, 23 de julho de 2008

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Os metralhas



Laura Okamura, diretora do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), emitiu ontem um comunicado informando que foram recapturados ontem três elementos que haviam fugido da penitenciária Doutor Francisco d'Oliveira Conde no sábado durante a rebelião.

Uma foto dos meliantes foi distribuída à imprensa. Nela aparecem os sujeitos conhecidos como Destilado de Lima, Barroza Jack e Araújo Tampa Azul escondendo as mãos presas nas algemas. Os três são conedenados por formação de quadrilha com o fito de burlar a recém criada "Lei Seca", bem como pelo mau gosto na escolha de roupas e óculos. Por este último crime, deverão cumprir pena não inferior a cinco anos e serão obrigados a assistirem todos os dias as dicas de moda de Ana Hickman no programa Hoje em Dia.


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terça-feira, 22 de julho de 2008

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Bacalhau com Broa



- Ingredientes -
Uma mulher, 400g de bacalhau, um molho de espinafres, três broas de milho, azeite de oliva, dois dentes de alho, três cebolas médias, duas batatas, uma pitada de pimenta do reino, sal a gosto e cerveja ou vinho.

- Modo de preparo -
Coloque a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta. Tome cerveja ou vinho durante duas horas e depois peça para ser servido.

É uma delícia e praticamente não dá trabalho.

Bom apetite!

(Dica do Pilândia)

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Tabela de gradução dos machos

1 - Esportes
A - Futebol, automobilismo, esportes radicais. (Macho)
B - Tênis, boliche, lutas, voleibol. (Tendências gays)
C - Aeróbica, spinning. (Gay)
D - Patinação no Gelo, Ginástica Olímpica. (Bichona)
E - Os mesmos anteriores, usando short de lycra. (Louca)

2 - Comidas
A - Capivara, javali, comida muito apimentada. (Conan)
B - Churrasco, Massas, Frituras. (Macho)
C - Peixe e salada. (Fresco)
D - Sanduíches integrais. (Gay)
E - Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor. (Bicha assumida)

3 - Bebidas
A - Cachaça, cerveja, whisky. (Macho)
B - Vinho, vodka. (Homem)
C - Caipifruta. (Gay)
D - Suco de frutas normais e licores doces. (Muito gay)
E - Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante. (Perdidamente gay)

4 - Higiene
A - Toma banho rápido, usa sabão em barra. (Legionário)
B - Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço. (Macho)
C - Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha. (Homem)
D - Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido. (Tendências gays sérias)
E - Toma banho com sais e espuma na banheira. (Viadaço assumido)

5 - Cerveja
A - Gelada e em grandes quantidades. (Macho)
B - Só cervejas extra, premium e importadas. (Homem fino demais)
C - Só uma às vezes para matar a sede. (Bichice sob controle)
D - Com limão e guardanapo em volta do copo. (Bicha)
E - Sem álcool. (Gazela saltitante)

6 - Presentes que gosta de ganhar
A - Ferramentas. (Ogro)
B - Garrafa de whisky. (Macho)
C - Eletrônicos, informática, roupas de homem. (Homem moderno)
D - Flores. (Viado)
E - Velas aromáticas, perfumes, doces caramelados, bombons. (Donzela virgem)

7 - Cremes
A - Só pasta de dentes. (Macho)
B - Protetor solar só na praia e piscina. (Homem moderno)
C - Usa cremes no verão. (Bicha fresca)
D - Usa cremes o ano todo. (Bichona total)
E - Não vive sem hidratante. (Fila de espera da operação pra troca de sexo)

8 - Animais de estimação
A - Animal de quê? (Macho)
B - Tem um vira-lata que come restos da comida. (Homem)
C - Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial. (Bicha)
C - O cão de raça dorme na sua própria cama. (Bichona total)
E - Prefere gatos. (Totalmente passiva)

9 - Plantas
A - Nem pra comer. (Troglodita)
B - Come algumas de vez em quando. (Rambo)
C - Tem umas no quintal, nem são regadas. (Homem)
D - Tem plantinhas na varanda do apartamento. (Viado)
E - Rega, poda e conversa com as flores do jardim. (Bichona perdida)

10 - Espelho
A - Não usa. (Viking)
B - Usa para fazer barba. (Macho)
C - Admira sua pele e observa seus músculos. (Gay)
D - Idem c, e ainda analisa a bunda. (Louca)
E - Admira-se com diferentes camisas e penteados. (Traveco)

11 - Penteado
A - Não se penteia. (Macho)
B - Só se penteia pra sair à noite. (Homem)
C - Se penteia várias vezes ao dia. (Fresco)
D - Pinta o cabelo. (Bichona total)
E - Dá conselhos de penteados. (Bichaça louca)

12 - Limpeza da casa
A - Varre quando a sujeira estala na sola do pé. (Animal)
B - Varre quando o pó cobre o chão. (Macho)
C - Varre uma vez por semana. (Fresco)
D - Limpa com água, detergente e aromatizante. (Gayzaço)
E - Usa espanador de pó e tem um avental. (É a esposa do espanador)

13 - Filmes
A - Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico. (Mad Max)
B - Indiana Jones; filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee. (Macho)
C - Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada. (Fresco)
D - Forrest Gump, A Lagoa Azul; filmes de Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts. (Bichona)
E - Super Xuxa contra o Baixo-Astral, Eliana e o Segredo dos Golfinhos. (Gazelaça)

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

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Esporte não é a minha praia


A pedido do pessoal do Grande Áera resolvi contar minhas peripércias no mundo futebolístico. Nunca fui dado a esportes, todo mundo sabe disso., mas aceitei o desafio. Minhas atividades físicas sempre estiveram ligados ao ócio, nada de correr, nada de levantar pelos, nada envolvendo muito suor ou contato físico com outros do mesmo gênero. Preferi sempre o levantamento de copo e arremesso de bitucas. Suor e contato físico prolongado, só nos esportes de alcova.

Minha falta de habilidade eu credito à minha mãe (que Deus a tenha em bom lugar). Dona Josina, uma rio-grandense das bravas, não queria me ver machucado nem mesmo me envolvendo com os garotos que ela considerava serem maus-elementos. Também não podia jogar peteca (bola de gude) ou soltar papagaio. “Isso é coisa para vagabundo”, sentenciava ela. Ai de mim se desobedecesse.

Às vezes eu escapava e ia bater uma bolinha com os amigos lá no campo do Vasco. Mas, como era perna de pau, não era o dono da bola ou das redes, nem mesmo do campo ou da quadra, ficava mesmo na reserva ou no gol. Até embaixo das traves era ruim.

Certa feita acompanhei uns amigos para uma pelada no campinho do Rio Branco, localizado atrás do estádio José de Melo. Era o dia em que a seleção juvenil do Acre jogava contra a mineira. A idéia era ficar batendo bola e depois pular o muro e assistir a partida degrátis.

Na linha eu não desenvolvi bem e terminei no gol, como sempre. Foi nesse dia que resolvi abandonar de vez o futebol e reconhecer que minha mãe tinha razão. Em um lance rápido, o atacante, que não me lembro o nome, chutou forte contra a minha área. A bola estava fácil de pegar, mas, quando vi, ela estava crescendo rápido demais contra o meu rosto, tomei um tremendo susto e botei a mão na frente meio desajeitado. Não sei onde a bola foi parar, mas vi a mão virar para trás. Se tivesse tendência, não teria mais problemas para desmunhecar.

A dor era forte, mas continuei no local, mas agora bem distante da peleja futebolística. Como combinado, pulamos o muro burlando as catracas do estádio, mas não assisti ao jogo. A dor não me deixou em paz e, por volta dos 30 minutos da partida o meu pulso já era a parte mais gorda do meu corpo. O inchaço era tamanho que tive que sair às pressas para o hospital, fui atendido pelo doutor Queiroz, o mais famoso ortopedista do Estado. O braço foi imobilizado e recebi alguns medicamentos para conter a dor e evitar inflamação.

Minha carreira acabou aí. Tentei outras vezes, mas lembrava sempre dos conselhos de mamãe. Diminui também esportes alternativos ligados ao álcool e a tabaco. Mantenho o de alcova, mas nesse até que bato uma bolinha.

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terça-feira, 15 de julho de 2008

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Corporativismo, o mal da polícia

O Brasil acompanha atônito as notícias de ações desastrosas das polícias Militar de São Paulo e do Paraná, onde inocentes foram mortos a tiros por policiais despreparados no cumprimento da função. Felizmente, os comandos dessas instituições rapidamente se manifestaram condenando as ações e promovendo ações punitivas, como a expulsão. Isso foi possível devido à repercussão dos casos e destaque que à mídia deu.

Na verdade, outros tantos casos passam despercebidos e são encoberto pelo corporativismo, o maior mal das polícias no Brasil. Na maioria dos casos os polícias despreparados, bandidos e corruptos são preservados por inquéritos militares mal elaborados, por corregedorias incompetentes e omissas e por comandos que se negam a cortar o mal que se instala entranhas da polícia.

Isso acontece de norte a sul, da moderna Curitiba às miseráveis cidadezinhas das regiões mais pobres do país.

No Acre, por exemplo, teve o caso do oficial despreparado que promoveu uma sangrenta batalha contra a população em frente ao Palácio Rio Branco, no episódio que ficou conhecido como o Dia D. Depois disso, o oficial exerceu diversos cargos de confiança e se aposentou como coronel. Recentemente teve o caso do policial que atirou contra o carro do juiz federal Jair Facundes, estando este com seus filhos menores no interior do veículo. Ao invés de ser imediatamente afastado, vergonhosamente o policial recebeu salvo conduto do comando-geral e, até agora nem comando nem corregedoria se digna a divulgar que ações punitivas (se é que teve) foram tomadas.

Está em atos assim a impunidade policial. Foi a partir de fatos como esse que se formaram os esquadrões da morte e que tornaram poderosos Hildebrando, Alex e tantos outros PMs que mataram sem que nada fosse feito.

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

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Mané total


Inocente ou um idiota completo?
Dica do Sweetlicious. Clique na imagem para ampliar

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domingo, 13 de julho de 2008

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SUPREMA FALTA DE JUSTIÇA


Em 19 de junho de 2000, em Brasília, o lavrador Josias Francisco dos Anjos foi preso em flagrante, algemado e colocado numa cela com outros cinco presos acusados de homicídio e roubo, quando raspava a casca de uma árvore para fazer chá para sua mulher, que sofria de doença de Chagas. Teve sua liberdade provisória concedida após ficar detido por cinco dias e foi obrigado a prestar serviços à comunidade.

Maria Aparecida de Matos, 24 anos, empregada doméstica, mãe de dois filhos, foi presa, em 2004, em São Paulo porque teria tentado furtar um xampu e um condicionador em uma farmácia. Foi agredida dentro do presídio e acabou perdendo a visão do olho direito. A liberdade não lhe foi concedida nem pelo juiz de primeira instância nem em liminar, pelo desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ficou na cadeia mais de um ano e só conseguiu ser libertada após recurso ao STJ em maio de 2005. Detalhe: Maria Aparecida sofria comprovadamente de problemas mentais.

Num outro caso, em maio de 2005, o desempregado Enilson Pereira Soares, de 30 anos, foi preso, algemado e atirado ao chão, porque furtou dois xampus e um desodorante, que custariam trinta reais se tivesse dinheiro para pagar as compras. Mas, Enilson pretendia vender os produtos para comprar cinco quilos de arroz e dois de frango para alimentar a família quando deixava o mercadinho em Santa Maria, cidade satélite do Distrito Federal. Jogado em uma pequena cela, conviveu com homicidas e alguns traficantes. Passou por lá seis longos dias e ainda foi alvo das chacotas dos seus companheiros de cela, para quem não passava de um otário, por ser flagrado roubando tão pouco. Afinal, diziam eles, se tivesse roubado muito estaria com dinheiro para pagar bons advogados que logo o devolveria a liberdade para praticar outros crimes impunemente. Humilhado e sem dormir há mais de uma semana, quando questionado porque resolveu roubar, respondeu o seguinte: "Eu queria apenas colocar um pouco de comida aqui em casa”.

"E se tivesse dado certo, você faria de novo?", perguntou um repórter. Deixando a lágrima escorrer pelo rosto, ele respondeu: "Eu ia rezar, pedir perdão a Deus por ter feito uma coisa errada. E nunca mais ia pegar nada de ninguém. Eu não sou bandido. Errei e já tô pagando...".

Estamos agora em julho de 2008. A Polícia Federal realiza a Operação Satiagraha e cumpre vários mandados de prisão expedidos pelo juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, desmantelando uma quadrilha, chefiada pelo dono do Grupo Opportunity, o banqueiro Daniel Dantas, que teria administrado, juntamente com dezenas de pessoas, 3 bilhões de reais em fundos e empresas com sede em paraísos fiscais. Entre os 17 presos, além do banqueiro estão o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. A relação dos crimes cometidos é imensa: gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, tráfico de influência etc. Dantas ainda teria subornado um delegado da Polícia Federal, oferecendo a ele, através de um assessor, um milhão de dólares, ato que foi filmado e mostrado na mídia. Para agravar ainda mais o caso, o banqueiro teria dito que se livraria logo dessa situação, pois teria facilidades no STJ e no STF.

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, rapidamente, concede, em menos de 48 horas, habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, além de livrar da prisão, o especulador Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e dezenas de acusados, alegando em sua decisão “que não há fundamentos suficientes que justifiquem o decreto de prisão e que seria desnecessária a manutenção da custódia para a manutenção de provas”. No dia seguinte, o juiz federal De Sanctis manda prender novamente Daniel Dantas, argumentando que poderia haver destruição das provas, além do banqueiro ter subornado uma autoridade policial.

Mas o presidente do STF, causando perplexidade em todo o País, concede novo habeas corpus ao banqueiro e arrogantemente insurge-se contra o juiz que mandou prendê-lo. O fato causou revolta nacional, além de manifestos de juízes e procuradores contra a atitude de Gilmar Mendes e em defesa do juiz federal De Sanctis. A suspeita sob Mendes aumenta, pois antes mesmo de conceder habeas corpus, ele já havia criticado abertamente a atuação da Polícia Federal repercutindo sua opinião em todos os órgãos de imprensa, dizendo que o trabalho da Polícia Federal era um quadro de espetacularização das prisões e que teve uso de algema abusivo, complementando que tudo aquilo teria que ser discutido. Só com essas palavras, o presidente do STF feriu o artigo 36, inciso III, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional que claramente diz: "é vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.”

O jurista e professor Dalmo Dallari, em 8 de maio de 2002, quando Gilmar Mendes estava para ser nomeado ministro do STF pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado na Folha de São Paulo, considerou a posse do ministro como uma imprudência e como uma verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo Federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica e ainda afirmou que a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional estariam correndo sérios riscos. Segundo vinha sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estava sendo montada uma grande operação para anular o STF, tornando-o completamente submisso ao então chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato, já que Gilmar Mendes foi Advogado-Geral da União no governo de FHC.

Além disso, existia mais um problema ético para sua nomeação. A revista Época revelou em 22/04/02 que o chefe da Advocacia Geral da União, Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400,00 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual ele é um dos proprietários, para que seus subordinados freqüentassem os cursos no referido instituto. “Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na "reputação ilibada" exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo”, dizia o jurista.

Infelizmente nada impediu que naquele ano o Senado Federal aprovasse o seu nome e FHC o nomeasse ministro do STF. Hoje o principal mandatário do Judiciário brasileiro é uma pessoa avessa à ética e sempre disposta a livrar seus “amigos” de confusão, mesmo que essa atitude custe bilhões de reais aos cofres públicos. É extremamente necessário e urgente que a sociedade brasileira e órgãos como o CNJ, a OAB, a CUT e a CNBB atuem com rigor contra essa postura, no mínimo suspeita, do presidente do STF. Considero inadmissível que todo um trabalho minucioso desenvolvido tanto pela Polícia Federal, como pelo Ministério Público e pelo juiz De Sanctis seja desfeito por um ministro do STF, que demonstra ter a intenção de apenas proteger seus pares, sabendo que estará fortalecendo a ilegalidade e a impunidade no País, passando por cima de leis e ameaçando as autoridades e instituições brasileiras que realmente têm interesse em combater a corrupção. Enquanto isso, ficamos com a imagem da Justiça que só deixa algemar e prender pobres como Josias, Maria Aparecida e Enilson.

Wilson Fernando Trevizam
Funcionário Público Federal

(Colaboração de Luis Celso Ferreira dos Santos)


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Hoje é o Dia Mundial do Rock


Em comemoração à data, eis aí
Elvis Presley Jailhouse Rock 1957 colour





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sábado, 12 de julho de 2008

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Carla Bruni


Escrever pode ser fácil ou impossível, já dizia Victor Hugo. Há dias em que o texto flui que a gente nem percebe, há outros em que não adianta, não sai nada mesmo. O Antônio Stélio, que nunca encontrou muita dificuldade para escrever, dizia que esse período de abstinência da escrita é chamado de tela branca, isso em alusão aos novos instrumentos, pois no tempo da velha Olivetti era papel em branco mesmo.


Ontem postei aqui o vídeo abaixo, onde Carla Bruni, esposa do presidente francês Nicolas Sarkozy, canta Quelqu'un m'a dit. Essa música ficou conhecida no Brasil graças ao comercial do Peugeot 307. A música é belíssima, Carla Bruni também, diga-se de passagem.

Na hora da postagem eu tentei, por diversas vezes, escrever algo sobre a música e sobre o vídeo, mas nada saiu.

Somente hoje, ouvindo os comentários da colega Val Sales aqui na redação foi que pude pensar em algo para escrever. Val falava que a música de Bruni e sua voz é algo que enche a alma. É o tipo de música que nos deixa feliz durante horas após ouvi-la. Ressalto a simplicidade do vídeo e a sutileza das imagens, a qualidade da iluminação e, acima de tudo, o prazer contido no rosto de Carla Bruni ao fazer sua interpretação.

No fabrico de um texto não vale apenas colocar uma palavra atrás da outra, formar frases e delas parágrafos e páginas cheias. Cada palavra tem o seu lugar certo no texto e sua junção em frases e parágrafos surge naturalmente. Não cabe nenhuma letrinha a mais, nenhum pontinho ou vírgula. Belos textos são comedidos e são informações que marcam, pois, quem os lê, jamais esquecem.

Pouco entendo de música. Apenas gosto de ouvir, por isso falei sobre o texto, pois com ele ganho minha vida. Comparo a música Quelqu'un m'a dit, interpretada por Carla Bruni, com um bom texto. Embora não conheça sua tradução, posso dizer que sua mensagem é entendida por todos que a escutam e dela jamais esqueceram. A música é arte, tem uma linguagem universal.Para entendê-la não precisa ser poliglota, precisa apenas ter sensibilidade paixão no coração.


Recomendo que assistam o vídeo a que me refiro. Ele é esse post abaixo, titulado Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit. Sugiro que dê um clique para iniciar o carregamento e outro, logo em seguida, para parar a sua exibição. Espere até que o vídeo seja carregado totalmente, só depois que deve clicar para assistir. Assim evita-se aquelas paradas do lag provocado por conexões lentas.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

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Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit






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Literalmente entre
a vida e a morte




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Tropa de elite




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Se correr o bicho pega...




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quinta-feira, 10 de julho de 2008

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Paulinho Moska - Ultimo dia




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Amigos e irmãos


Há muito tempo, na redação do Galinho Bom de Briga


Há pouco mais de doze anos eu iniciava no Página 20. Trabalhei como repórter, fotógrafo, webdesigner e editor. Hoje, ao completar 43 anos de idade, lembro que o presente maior que ganho é a certeza de que aqui fiz grandes amigos. Desde o Stélio e o Élson Dantas, que fundaram o jornal à Maria, que faz o café mais delicioso que já provei, posso considerá-los mais do que simples amigos ou colegas de trabalho, pois são como se parentes meus fossem.


Há muitos outros amigos-parentes, que por força das circunstância não mais trabalham comigo, mas esses continuam com um belo e amplo espaço reservado no fundo do meu coração.

Outros tantos amigos fiz em toda a minha vida profissional, seja aqui no Página, seja nos demais locais que trabalhei. Lembro aqui, por exemplo, Luiz Celso Ferreira dos Santos, que foi meu chefe quando trabalhai no Sesc. De lá lembro ainda a Adelaide, a Ângela, o Nelson, a Josecília, o Pitter Lucena, entre tantos. Não poderia esquecer também da grande amiga Graça Rêgo, que também foi minha chefe quando trabalhei em Assis Brasil a irmã Mirian Stolf e a Ana, também de Assis Brasil.

Do meu primeiro emprego, nas Casas Roraima, lembro do Jaider Mustafa, do Olívio, do João de Deus e dos irmãos Sandoval e José Queiroz.

Sinto não poder escrever mais e citar todos os que, de uma forma ou de outra, contribuiram para meu enriquecimento profissional pessoal. Mais garanto, não tê-los citado aqui não quer dizer que não lembro deles ou que não são meus amigos ou meus irmãos.


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terça-feira, 8 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

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Na externa


Podem falar tudo, mesnos que o pessoal do Página 20 não tem bom humor. Uma prova disso é esse trio aí clicado por Regiclay Saady. Da esquerda para a direita: Marcela Barrozo, Whilley Araújo e Renata Brasileiro. Mesmo com o sol escaldante dos últimos dias e dentro de uma perua Combi que mais parece um forno de assar pão, eles não perdem o ânimo. Whilley fez juz ao apelido criado por Renata, pois tenta escondê-lo com as mãos para que não apareça na foto, mas parece estar ruim de coordenação motora.

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

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O que há de novo na
eleição da Ufac


No início de agosto próximo, professores, alunos e técnico-administrativos devem escolher o novo reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), a mais antiga e mais importante instituição de ensino superior do Estado. Dessa vez, uma mulher ocupará o cargo. De um lado, a professora Olinda Assmar, atual vice-reitora, e do outro, a professora Margarida Araújo, que já atuou como pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação. Seus vices são os professores Pascoal Muniz e Vicente Cerqueira.

Com exceção da discussão sobre a paridade no sistema eleitoral, aprovada ontem em assembléia, pouco de novo surge no cenário político acadêmico, ou pelo menos nada de novo se apresenta aos olhos de quem, de uma forma ou de outra, tem alguma relação com a academia.

Convivo com processos eleitorais na Ufac desde meados dos anos 80. Participei como apoiador de campanhas do DCE e CAs como militante estudantil secundarista e também como aluno do curso de História e vejo que essa é mais uma eleição cujo resultado pouco de bom trará para a instituição. Primeiro porque não há uma discussão mais aprofundada das propostas e dos nomes apresentados, pelo menos no meio discente; segundo porque os próprios candidatos não representam mudança alguma.

Respeito muito a professora Olinda, mas ela está na Ufac em cargo de direção há muito tempo. Votar nela é o mesmo que dar mais quatro anos a Jonas Filho e, convenhamos, Jonas foi um dos reitores mais inoperantes que já passaram pela Ufac. Creio que ele chega a ser pior que o Carlitinho ou o Lauro Julião. É um encastelado, um ser que parece ter se encantado com o cargo e se esqueceu de perceber as necessidades da instituição que dirige. Quando eleito, Jonas recebeu apoio de todos os setores da Ufac, parecia ser a resposta para os problemas vividos pela comunidade acadêmica, pois tinha uma militância política e conhecia bem a instituição. Oito anos depois, percebe-se que nada mudou.

Conheço pouco a professora Margarida, mas, como aluno, percebo que sua atuação política sempre esteve apagada, ou pelo menos nunca pareceu ser tão grande que a qualificasse para o cargo.

Os vices, no entanto, parecem ser a diferença. Vicente Cerqueira tem atuação política destacada na Ufac. Polêmico, mas incisivo e autêntico, ele tem se posicionado com destaque em todos os embates políticos da academia nas últimas duas décadas. Há os que gostam dele e há os que não o suportam, mas não há quem o ignore facilmente.

Já Pascoal Muniz é, com justiça, o grande destaque. Desse posso falar com mais propriedade, pois o conheço há muito tempo. Militante comunista, ele foi professor da rede pública e presidente da extinta Associação dos Professores do Acre (Aspac). Quem não se lembra da importância dessa instituição nas décadas de 1980? Pascoal foi seu presidente nos momentos importantes da política acreana.

Como militante comunista ele era ouvido, respeitado e admirado. Ele e os contemporâneos Marcos Afonso, Manoel Pacífico, Lula e Sérgio Taboada dirigiam o PC do B no Acre e fizeram essa agremiação combativa e respeitada em todo o Estado. Junto com Pacífico, Pascoal fez dobradinha nas eleições de 1986. Nenhum se elegeu, mas suas campanhas foram éticas.

Para algo de novo realmente acontecer na Ufac seria necessário que os candidatos das chapas mudassem de posição. Olinda deveria ser a vice de Pascoal e Margarida, a de Vicente.

Novo mesmo, porém, só com uma maior discussão política. Os candidatos deveriam levar suas propostas para os debates nas salas de aula, nos corredores e até para a polêmica sinuca do DCE. Os conchavos e acertos de cada chapa precisam ser de conhecimento geral. Os alunos também precisam cobrar mais. Precisam se posicionar e apoiar as boas propostas ou repudiar aquelas candidaturas que nada acrescentam e que pouco de novo podem trazer para a Ufac.

As eleições se avizinham, mas, fora as faixas da Olinda afixadas em todo o campus, nada indica que um processo tão importante está logo ali.


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terça-feira, 1 de julho de 2008