sexta-feira, 31 de julho de 2009

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Simon's Cat


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Punição para menino "maluvido"

Palmatória é coisa do passado
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

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Profissão repórter


Dizem que jornalista pena, tem vida estressante e rala para concluir as pautinhas do dia-a-dia. Neste clique de Regiclay Saady vemos o quanto é dura a labuta diária da repórter Lys Mendes. Tenho notado que ela anda estafada devido à sobrecarga de trabalho. As vezes sinto pena e pretendo lhe dar um aumento para compensar. Só não garanto que será aumento salarial.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

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Estátuas taradas atacam turistas





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Pense num cabra fodástico
Speed Charcoal Drawing - Megan Fox - Theportraitart



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segunda-feira, 27 de julho de 2009

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A verdadeira idade dos países

Li uma vez que a Argentina não é nem melhor nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e ai inventei um truque para descobrir a idade dos paises baseando-me no "sistema cão".

Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de paises temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana.

Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.

Continue lendo no blog do Braga
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Kombi 4x4 Turbo Luxo-Super

Clique para ampliar

A velha Kombi do Página 20 já não dava mais conta do recado. Foi preciso fazer um upgread, ou melhor, um tuning na linguagem moderna. No popular, passou por umas reforminhas. E está ela aí, pronta para ser estreiada pelo intrepido Valdeci Cocó (o motora) já na próxima semana. Élson Dantas, o patrão, não fala de quanto foi o investimento, mas diz que ela tem até Nitro para chegar mais rápido nos lugares. Agora os repóteres não terão mais a desculpa de dizer que não cumpriram a pauta porque o carro não conseguiu chegar até à fonte.

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Meu próximo casamento vai ser assim



Tava lá no Kibe Loco
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

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Controle mental em escala mundial? Pode um parasita influenciar a cultura humana?


Parasitas são capazes de muitas coisas para facilitarem a transmissão. Controlar a mente do hospedeiro, forçar o suicídio dele e até mesmo controlar o sexo dele. Mas em todos estes casos, o hospedeiro é um animal menor, como uma lagarta. Será que algum parasita é capaz de controlar a mente do ser humano? Será que algum parasita é capaz de influenciar a cultura humana?

Você conhece a toxoplasmose? Pode não conhecê-la, mas são grandes as chances de ter. No Brasil, 2/3 da população tem, e como ela dificilmente causa problemas, poucos sabem que estão infectados. O causador é um organismo unicelular chamado Toxoplasma gondii.

O ciclo ideal do toxoplasma se dá entre o gato e o rato. Dentro do rato, hospedeiro intermediário, ele se reproduz assexuadamente. Depois do almoço, uma vez dentro do gato, o toxoplasma se reproduz sexuadamente e produz células resistentes chamadas oócitos, que vão parar nas fezes do gato e contaminam tanto o solo quanto a água.

Mas o toxoplasma também é capaz de infectar outros mamíferos, de humanos a golfinhos. Graças a isso, é um dos parasitas mais distribuídos e presentes. Quando contraímos ele através do solo, água e até mesmo carne mal preparada, ele se comporta como se estivesse em um rato.

Ao nos infectar, ele se esconde em células do sistema imune chamadas células dendríticas, e as induz a circular mais no corpo. As células dendríticas têm acesso privilegiado no nosso corpo e são capazes de entrar no cérebro, levando consigo o toxoplasma, como um cavalo de Tróia. No nosso cérebro, ele se aloja em células da glia, auxiliares dos neurônios. Lá o toxoplasma se reproduz aos montes, e manipula o sistema imune para controlar sua população em ciclos de sobe e desce. Nada que cause muitos problemas em pessoas saudáveis. O problema acontece nos imunocomprometidos, como portadores de AIDS e fetos. Nestes, não há resposta imunológica que controle a população do toxoplasma e ele causa graves danos neurológicos, daí a preocupação das grávidas com a toxoplasmose.

Toxoplasma acompanhado infectando rato, após 18 dias já se encontra na amígdala.

De volta ao rato, quanto mais o toxoplasma favorecer sua transmissão para o gato, mais será favorecido pela seleção natural. E é justamente o que ele faz. Uma vez dentro do rato, o toxoplasma se dirige para o cérebro , mas uma região bem específica dele, a amígdala. A amígdala é o centro de controle das emoções do cérebro. O que ele faz lá?

Ratos infectados apresentam algumas reações diferentes. Deixam de evitar locais iluminados e o mais bizarro: os ratos perdem o medo do cheiro da urina de gatos . Em laboratório, pingar urina de gato em uma câmara de um labirinto é garantia de que os ratos evitarão aquele lugar. Já os ratinhos com toxoplasma circulam perfeitamente lá dentro, chegando inclusive a ter mais interesse pelo local. Outras respostas, como o medo de tomar choque continuam intacta. Ou seja, o toxoplasma é capaz de alterar um medo específico do rato! Coisa que anos de psicanálise não fariam.

Sabendo disso, cientistas começaram a se perguntar o mesmo que você deve estar se perguntando agora. Mas o toxoplasma não se comporta do mesmo jeito no ser humano e no rato?

Não que ele nos faça perder nosso medo de urina de gato, mas algumas relações intrigantes apareceram. Há uma grande correlação entre pessoas que sofrem de esquizofrenia e portadores de toxoplasma. Pior, remédios que tratam esquizofrenia, como haloperidol, matam o toxoplasma, deixando uma dúvida sobre quem o remédio trata.

E isso vai além. Em uma outra pesquisa , mulheres com toxoplasmose foram identificadas como mais afetuosas, inseguras e persistentes. Já os homens, mais ciumentos e menos interessados por novidades.

Agora aumente a escala disso. Imagine países tropicais, como os países latinos, onde o solo mais quente favorece a sobrevivência dos oócitos e têm altas taxas de toxoplasmose, em contraste com países do norte europeu, com índices baixíssimos da doeça. Pense na imagem que as pessoas têm dos latinos, mulheres mais quentes e afetuosas, e homens mais ciumentos…

Pense agora que metade das pessoas do mundo têm toxoplasmose e que nossa cultura é construída pela interação de todas as mentes…

Será que esse parasita pode ser mais um dos milhares de fatores que influenciam nossa cultura??

Texto de Atila Iamarino, biólogo e doutorando em evolução de HIV-1. Apaixonado por ciência e viciado em informação, responsável pelo blog Rainha Vermelha do ScienceBlogs.

Encontrei lá no Sedentário & Hiperativo
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terça-feira, 21 de julho de 2009

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“Acre, o fim do mundo” ou
“reféns da incompetência”



Gosto sempre de iniciar os meus textos quando já tenho um título definido. Isso me faz manter o foco no assunto que desejo tratar. O problema é que, muitas vezes, a parte mais difícil de um texto é definir o título. Este, por exemplo, é um deles. Na hora que pensei escrevê-lo me veio a dúvida: devo grafar “Acre, o fim do mundo”, ou seria melhor “Reféns da incompetência”?

Agora que ele já tem um início e toda uma estrutura montada em minha mente, estou me inclinando a achar que melhor seria a segunda opção.

O fato é que, nós últimos dias nós, acreanos, com “e”, nos vimos reféns de um mundo moderno e de más gerências nos serviços públicos oficiais, o que nos leva a uma situação similar à dos pioneiros, aqueles que, nos fins do século de 1800 e início do de 1900 iniciaram a colonização do Estado.

Naquele tempo era inevitável evitar longos meses nos vapores numa simples viagem que hoje se faz em menos de duas horas para Manaus, ou esperar outros meses por uma carta ou encomenda feita na metrópole. Se adoecia, era natural não ter assistência médica, pois aqui não tinha doutores. O que salvava eram as bebeiragens dos índios. Ou era isso ou enfrentar a subida de rio dias e dias dentro de um gaiola até encontrar o socorro em Manaus ou, nos casos mais graves, em Belém. De mais moderno, só os lampiões dos Barracões; na dos seringueiros iluminação mesmo só a das lamparinas a querosene.

Um novo século surge. A modernidade o acompanha. O terceiro milênio devia ser aquele em que nos beneficiaríamos da tecnologia, das novas fontes de energia e mesmo da maravilha que a informática propicia. Mas para o Acre não. Será por quê? Será porque isto aqui é realmente o fim do mundo? Ou será que somos realmente reféns da incompetência, da falta de vontade política ou da irresponsabilidade para com o social?

Ocorre que, se não dependemos mais do vapor, do regime de chuvas, do querosene para as lamparinas ou dos chás milagrosos dos pajés. Dependemos do linhão, do cabo de fibra ótica ou de um horário decente para embarcarmos numa viagem simples de duas horas.

Duas empresas operam o transporte aéreo para o Acre. Ambas dispunham apenas de voos noturnos. Apenas recentemente uma delas resolveu, a muito custo, mudar seus horários e realizar voos durante o dia. Antes, só de madrugada. Foi preciso a intervenção parlamentar para isso acontecer, pois elas, as empresas, não têm tanto interesse em atuar por essas bandas. Incompetência, garanto. São incompetentes para cumprir a função social a que se destinam e incompetentes para garantir o atendimento de um mercado consumidor pequeno, mas que detém os mesmos direitos dos do sul maravilha.

Há dias o Acre está sendo ameaçado de voltar ao tempo das lamparinas. Uma empresa pública, responsável pelo fornecimento de um dos mais importantes serviços do mundo moderno, o de geração e distribuição de energia, se mostra incompetente para tal. A Eletronorte não consegue evitar que o Acre passe por constantes apagões, prejudicando a população, afugentando investimentos econômicos e suprimindo direitos básicos da população.

Acuado pelo Ministério Público Federal (MPF), na segunda-feira, o diretor-presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, negou que a empresa seja responsável pelos constantes apagões. Segundo ele a energia chega sempre ao Acre sem nenhum problema e que a responsável seria a Eletroacre, que faz a distribuição no Estado.

Sabe, pra falar a verdade, não sei se Jorge Palmeira é desinformado ou se os funcionários da empresa que administra informam mal. Como repórter, já fiz, diversas vezes, matérias sobre os blackouts constantes desde que o linhão foi instalado. As informações colhidas diretamente na Eletronorte em Rio Branco é de que a culpa teria sido de pane no próprio linhão ou na geração em Porto Velho. Seria Palmeira um desses incompetentes?

E agora, mais especificamente de umas duas semanas para cá, estamos quase voltando ao tempo em que a comunicação com outras praças somente por carta.

A Brasil Telecom, que não é mais Brasil Telecom é Oi, se mostra incompetente para garantir a fluência de dados e voz nos cabos de fibra ótica que ligam este fim de mundo com o restante do país informatizado.

Os apagões tecnológicos provocados pela Oi deixam o Acre praticamente movido à querosene. Não funciona a internet, a telefonia fica deficiente, os serviços bancários ficam prejudicados e os setores de comércio e serviços têm prejuízos.

Citei três exemplos de situações nas quais incompetentes desrespeitam o Acre e sua gente, e de empresas que não cumprem seus papéis sociais e estão preocupadas apenas com o lucro ou com questões políticas de interesse pessoal ou de grupos. Mas há outros casos, esses mais frequentes e que nos afrontam bem de forma direta.

O que faremos, então? Seremos também incompetentes para evitar que nos afrontem? Ficaremos quietos e voltaremos mansamente à luz da lamparina? Aceitaremos que nos tratem como “gente do fim do mundo”?

Não sei vocês, mas eu vou ao menos gritar.

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Quem mora no 14-B?

Sabe, grande parte da nossa vida é maníaca. Posso ver 34 canais de TV, posso usar o fax para me comunicar com pessoas em toda parte, posso estar em muitos lugares ao mesmo tempo, posso sobrevoar o país de ponta a ponta; alguém me aguarda ao telefone, e eu posso atender duas chamadas ao mesmo tempo. Vivo em toda parte e em lugar algum. Mas não conheço meu visinho. Quem mora no apartamento ao lado? Quem mora no 14-B?

Não sei quem é, mas estou falando ao telefone, uso o telefone do carro, do banheiro, do avião; tenho uma amante em Chicago, moro com minha mulher em Washington, a ex-mulher mora em Phoenix, minha mãe, no Havaí e meus filhos estão espalhados pelo país. Os fax chegam dia e noite, tenho acesso a todas as bolsas de valores do mundo, os fundos de commodities, estou em toda parte, amigo – mas não sei quem mora no 14-B.

Percebo que a hipercomunicação e hiperinformação participam do que mantém a alma à distância?

James Hillman (1995: 44)
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Bela praia

Eu observava, nesta imagem, o quanto essa praia é linda. Vejam como a areia é branquinha, as palmeiras frondosas e a água azul. Deve ser bem quentinha, não acham?
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

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Baby Dancing
Ava's Single Ladies Put A Ring On It




Tava lá no Danosse
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

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Por isso prefiro os destilados

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

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Políticamente correto

So agora que completei 44 anos foi que
resolvi tomar juízo, literalmente

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A violência na nossa casa


“Tem muita coisa assustadora na tevê. Por isso não gosto que meus filhos assistam quando está passando matéria de crime, roubo ou coisa assim.” Essa afirmação vem de uma mulher simples de 41 anos. Uma mãe de quatro filhos que zela pela educação deles e que os quer protegidos de tudo de mal que pode influenciar seu caráter ou influir na saúde mental. Não devia ser assim, pois ela própria já devia estar acostumada com a violência e com as manchetes recheadas de sangue dos noticiários, pelo menos nos impressos.

Essa senhora se chama Maria Silzete. É natural de Tarauacá e está há 20 anos em Rio Branco. Casou e constitui família e há 14 anos trabalha com serviços gerais no jornal Página 20. Durante todo esse período ela viu muitas manchetes serem construídas falando das atrocidades do mundo violento. Além dos textos do jornal em que trabalha, ela tem à sua disposição todas as demais publicações diárias da cidade e mais alguma outras de circulação nacional e local que chegam à redação do matutino. Contudo, não se acostumou à banalidade do crime diário, dos assaltos nas esquinas, do espancamento da mulher ou da criança, do menino que é obrigado a vender balas no sinal para garantir o leite do irmão menor.

Maria poderia ser Madalena, Rute, Cleide, Francisca ou Raimunda. Não importa o nome. Importa saber que mães e pais também se preocupam com a carga diária de informação negativa que chega a seus filhos. Para esses meninos e meninas que estão com o caráter em formação, a banalização da violência nos telejornais, no cinema, no desenho animado e na revistinha “infantil inocente” é uma agressão que se iguala à própria violência.

“Os filmes de violência vão trazendo más influências para os jovens. É por isso que existe tanto crime, tanto roubo, porque esses jovens acabam sendo levados para a marginalidade.” Foi Maria também que disse essa frase, e, como se pode ver, apesar de ser corriqueira no senso comum - poderia ser dita por qualquer outra Maria -, não deixa de ser uma verdade presente no conceito científico do cientista social.

A mídia, em suas mais variadas formas, tem dado uma contribuição negativa para a formação do cidadão. Ela banalizou e até romantizou a violência, tornando-a para quem pouca informação tem para discernir o que é certo ou o que é errado.


As manchetes que “fazem escorrer sangue”, a exposição de tiroteios na tevê, o noticiário das “mortes do fim de semana” não assustam mais. O pior: não indignam e não provocam mais reações de revolta ou tentativa de reação social.


Por que isso acontece? Seria a informação inútil para a sociedade? Seriam o jornal, o noticiário televisivo ou a arte do cinema uma metástase que espalha o câncer da violência pelas células indefesas do corpo social?


Para ser sincero e objetivo, sim! Sim, se jornal, tevê, cinema e outras mídias não reconhecerem o verdadeiro papel social que exercem. Sim, se o único conhecimento que se oferece à população mais humilde forem essas fontes de informação. Sim, se a educação não for priorizada no país, se a cidadania continuar sendo direito de poucos, se a corrupção for um câncer mais voraz do que a má informação ou se os dirigentes do país continuarem a priorizar a política do fisiologismo tendo a ganância como sustento moral.

Como se vê, o problema não é apenas com a mídia, mas o profissional de mídia. Seja ele jornalista, publicitário, cineasta ou qualquer outro, tem sua responsabilidade e dela não pode fugir.


O jornalista não pode apenas divulgar o crime, mostrar o sangue, fotografar na hora que o disparo é feito. Se apenas assim o fizer, não cumpre o papel social fundamental para o bom desempenho profissional. O jornalista tem o dever de informar muito além disso. Tem que buscar dados mais profundos, colher informações além daquelas superficiais que fazem um jovem, com a arma em punho rodeado de reféns dentro de um ônibus, parecer um sujeito sem alma e cruel até o último fio de cabelo. Se assim o fizer exporá a anomalia que torna “células sãs” em unidades cancerosas. Mostrará como a “metástase do mal” contamina “órgãos sadios” e condena à morte uma sociedade de pequenos homens e mulheres indefesos sem direito a um “tratamento decente”.


O cinema, a tevê, a telenovela e mesmo a revistinha infantil têm também seu papel importante na formação de uma sociedade da paz ou de uma “sociedade sadia”. Mesmo o cinema sendo uma arte livre - e não poderia ser de outra forma -, cabe ao cineasta ou diretor decidir se realmente quer fazer arte ou se quer conduzir uma película que tenha como objetivo principal atender às exigências dos patrocinadores ou difundir a cultura do preconceito, da discriminação de raças, credos ou crenças. Fazer arte livre não significa ser irresponsável nem atender exigências de mercado do brutal pelo brutal, do imoral pelo imoral, do vergonhoso pelo vergonhoso.

Maria, Madalena, Rute, Cleide, Francisca ou Raimunda. Nesta lista pode-se incluir Pedro, Francisco, Sebastião, Daniel, Michel, Danilo, Washington. Homens e mulheres, do norte ou do sul, do Brasil ou da Noruega, não importa, todos são pais e mães que uma hora ou outra são obrigados a escolher o que deixam ou não os filhos verem. Se bons pais ou boas mães, evitarão a violência flagrante do noticiário. Se despreocupados, não se importarão. A decisão, por enquanto, é deles, mas talvez não fosse necessário forçá-los a isso. Talvez haja um dia em que eles não terão medo da influência negativa da mídia, ou porque ela não terá, ou porque seus filhos terão muito mais do que o pouco que a mídia lhe dá. Será o dia em que a informação será de todos e o conhecimento, um bem comum. Esse momento um dia chegará.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

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Uma idade novinha em folha chegando hoje

Completo hoje exatos 44 anos bem vividos. Meu aniversário se dá com sabor de rejuvenescimento, de conquista e de vida nova. Por isso estou feliz com a nova idade. Feliz com os amigos que tenho, com os filhos que tenho e com as perspectivas de futuro.

Aprendi nos últimos dois anos que a gente pode sempre recomeçar. Que o ponto de partida pode ser o apenas existir. Recomeçar do zero nunca significa recomeçar do nada, mas uma oportunidade para repensar no que se fez antes e no que se pode fazer dali por diante.

A nova idade chega, mas não vem assim, de mãos abanando. Ela me chega carregada de experiências, de bons conhecimentos, de uma história de vida cheia de alegrias, de momentos bons e ruins também, pois a felicidade é feita da soma das alegrias e das tristezas. Minha nova idade me chega com paixão, com amor e com desejo de enfrentar novas idades, e de vencer novos desafios.

A minha nova idade chega com vontade de conhecer outras tantas que virão ainda pela frente - talvez mais 44, ou até mais. Se elas vierem, que sejam bem-vindas.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

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Peguei lá do Pequenos Delitos
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Carta aos jornalistas com diploma

* Rodrigo Manzano


Caros coleguinhas,

Certa vez, meu grupo de amigos da faculdade e eu fazíamos um radiodocumentário sobre a morte. Era um tema difícil, áspero, sensível. Tínhamos 20 e poucos anos, a morte era algo distante, tão virtual para a maioria de nós. Para fazer entrevistas, fui ao cemitério da cidade onde estudei jornalismo, Londrina. Sentei-me ao pé de um túmulo, observando as pessoas. Um pouco adiante, vi uma sepultura ainda com coroas de flores, já um pouco murchas - pareciam ter sido ali colocadas uns três ou quatro dias antes. Minutos depois, chegam duas pessoas, visivelmente abatidas. Fui conversar com elas, entrevistei-as sobre a morte, a dor, a perda. Conversamos muito, entendíamos, os três, que o sofrimento é inevitável e que falar sobre ele pode ser confortante. À noite, me vi chorando em silêncio a dor de todos os que também morreram e os que ainda vão morrer. E chorei também a alegria de ter escolhido uma profissão que me permitia em um dia sentar ao pé de um túmulo e lamentar, e no outro festejar a alegria de um sábado de bicicletas.

Ao todo, passei 3.200 horas na faculdade. Fora as tantas outras em que estudei em casa, li livros, preparei trabalhos. Mas aqueles trinta minutos ao pé do túmulo foram fundamentais e suficientes para que eu tivesse certeza que a profissão de jornalista poderia carregar algo valioso. Hoje não sei mais se sou jornalista porque tenho as mesmas crenças da minha juventude - e espero que não - ou se continuo sendo porque é a única coisa que sei fazer e pela qual há alguém disposto a pagar algo. Não me arrependo de sequer um segundo em minha faculdade, mesmo o inútil tempo que perdi fazendo coisas que não me servem para absolutamente nada. Mas nunca investi nenhum grão de energia na minha formação de jornalista porque adiante um diploma me esperava. Aliás, descobri muito tarde que a profissão de jornalista exigia diploma específico, tanto que fui buscar o meu na secretaria geral da universidade tempos depois de formado e meu Mtb foi emitido apenas em 2009, quase dez anos depois da minha conclusão de curso.

Dito isso, desfaço os equívocos. É bom que saibam que sou formado, que valorizo minha faculdade, mas que desprezo meu diploma, ele mesmo apenas um pedaço de papel.

Muitos de vocês estão irritados com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional. Eu não, por várias e diversas razões.

Em primeiro lugar, porque não me sinto diretamente ameaçado por um sem-diploma, já que um pedaço de papel é irrelevante, secundário e idiota. Eu me sinto permanentemente ameaçado por pessoas mais competentes que eu, e elas são muito numerosas e sua competência não depende minimamente do diploma que elas possuam ou não, mas das capacidades e da excelência delas em fazer coisas melhor do que eu faço. Depois, porque eu respeito as pessoas independentemente da qualificação acadêmica delas. Meu pai é um ignorante. Ele não tem sequer a 4ª série primária, como se dizia no tempo dele. Até hoje, ele não entende a chuva. Para ele, a chuva é um mistério: "como a água pode ficar parada lá em cima", perguntou-me várias vezes. Mas ele entende muito do fluxo dos rios e da natureza dos peixes. Entende da terra e da mecânica das estrelas. Isso, certamente, não o faz astrônomo, zootécnico ou geólogo. Sequer jornalista, afinal a primeira e fundamental exigência para o exercício profissional de jornalismo é desejar sê-lo, e meu pai não tem e nunca teve essa vontade. Fiquem, pois, tranqüilos, porque ele não vai ocupar o cargo de editor de ciência em um jornal de circulação nacional. Meu pai deseja apenas observar a natureza dos peixes, o movimento dos rios e a mecânica das estrelas.

Em terceiro lugar, sou professor e por isso mesmo não dou valor ao diploma. Quem dá importância a diploma é reitor, secretário, burocrata e sindicalista. Eu dou valor à aprendizagem e ela não tem nada a ver com um pedaço de papel carimbado e assinado. Sou um professor rigoroso com meus alunos, mas sobretudo rigoroso comigo mesmo. Não quero repetir os erros de alguns professores meus e de muitos dos meus colegas de docência.

Vamos supor que eu tenha um ótimo aluno. O melhor aluno que eu possa ter, aplicado, esforçado, inteligente, pertinente, capaz e articulado. Uma figura que interprete o mundo da maneira correta, que seja ético, equilibrado e que tenha um texto formidável. Ele assiste às minhas aulas e às de meus colegas. Tirou notas máximas em todas as disciplinas, mas não conseguiu terminar a faculdade e está sem diploma. Segundo vocês, esse meu aluno é um imprestável. Para mim, não. Eu prefiro o que ele sabe, não o pedaço de papel que me diga, falsamente, que ele saiba as coisas.

Eu não tenho muito que dizer, apenas uma coisa: vamos indo. Já perdemos tempo demais nessa conversa mole de diploma. No entanto, vocês e eu concordamos em um aspecto. Jornalismo é coisa séria e certamente alguém usará a nova situação jurídica para se aproveitar. Mas uma revista, ou jornal, ou emissora de rádio e televisão que contratar incompetentes a um preço mais baixo coloca em risco o seu maior patrimônio. E se aproveitarão também sujeitos que vêem no jornalismo uma possibilidade de alcançar, por vias mais curtas, projetos pessoais como fama, poder e privilégios. Não alcançarão, claro, mas poderão tentar. Nesses casos, e somente nesses casos, devemos estrilar. Mas também deveríamos estrilar quando jornalistas com diploma usam o ofício para alcançar fama, poder e privilégios. Ou quando jornalistas incompetentes são utilizados pelas empresas para qual trabalham em negócios editoriais mal explicados. Atentem que isso não se relaciona ao diploma. Isso tem a ver com caráter. Eu não tive aulas de caráter na faculdade. Eu tive aulas de caráter ao pé de um túmulo e, sobretudo, com meu pai, nas lições de astronomia, geologia e zootecnia que me deu.

São Paulo, 3 de julho de 2009.

Rodrigo


* Rodrigo Manzano é Diretor Editorial da IMPRENSA e professor de Jornalismo na graduação e pós-graduação do UniFIAMFAAM, em São Paulo. veja mais


* Colaboração do professor Pascoal Gemaque
do curso de Comunicação Social da
Universidade Federal do Acre

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

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No Pacaembu


Estive em São Paulo esta semana. Fui participar da 4ª edição do Salão Nacional do Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo. Aproveitei e visitei estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu.

Fui lá poucas horas antes do Corinthians viajar para o Rio Grande do Sul para enfrentar o Internacional pela final da Copa do Brasil, na quarta-feira. Mano Menezes me convidou. Ele estava inseguro e com medo de falhar. Me pediu apoio e umas dicas. Não manjo muito de futebol, mas sou corintiano doente e não podia deixar o companheiro na pior.

A conversa foi boa e produtiva. Não deu outra, o Coringão é Tri. Agora é conhecido com Trimão.

Na foto eu apareço no portão do Pacaembu. Mano Manezes não aparece na foto porque ele estava atrás da câmera fazendo o registro. Foi a forma que ele encontrou para me agradecer pelas orientações.
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