
sábado, 1 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O perfil de um vencedor

Conheço uma pessoa assim e hoje fui testemunha de mais um degrau ascendido por ele. Falo de Marcos Vicentti, que foi empossado esta manhã como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac). Quem o conhece e priva de sua amizade não discordará do meu testemunho.
Conheço esse jovem senhor há onze anos. Quando iniciei no Página 20, lá por volta de 1996, o Marcão era entregador de jornais e motorista da viatura que usávamos. Grandão e desengonçado, já trazia consigo o faro apurado para a boa notícia. Ele se interessava por fotografia, mas nunca tinha feito alguma de forma profissional até que um dos diretores do jornal, o José Severiano, lhe deu uma câmera Yashica TTL de 35 milímetros, deu algumas dicas e lhe disse: quando você tiver passando por aí com um dos repórteres, faz umas fotos aí até que a gente possa contratar um fotógrafo. Daí por diante ele nunca mais parou de fotografar e hoje é um dos melhores fotógrafos do Acre.
Assim, resumidamente, essa é a história profissional do Marcão. Mas o que contei acima não reflete o verdadeiro perfil de vencedor que o Marcão tem. Há que retroceder um pouco mais para lembrar que Marcão tem uma rápida passagem pelo movimento comunitário em Rio Branco, mas que fez história. Foi ele um dos fundadores do bairro da Paz, hoje um dos mais populosos da capital. Nessa época ele era um jovem rebelde e também conheceu um pouco do mundo das drogas, viveu no submundo, mas soube sair dele com dignidade e se tornar um homem respeitado diante da sua família e perante à sociedade.
Quando iniciou no Página 20, o Marcão tinha mal as cinco primeiras séries do ensino fundamental. Ao ascender na profissão, ele sentiu que precisava de um pouco mais de conhecimento. Fez ensino Supletivo e concluiu o primeiro grau. Novamente correu atrás do prejuízo. Estudou, fez provas do Seja e concluiu o ensino médio. Foi mais além: fez vestibular para Jornalismo no Iesacre e deve concluir o curso já no próximo ano.
Digam, caros leitores, a pessoa que descrevi é ou não é um vencedor?
Sei qual é a resposta, mas vou dar mais argumentos para que saibam porque tenho tanta admiração por esse profissional.
Por muito tempo formei dupla com o Marcão. Fazíamos matérias juntos, as pautas eram quase sempre propostas por ele. Aliás, não conheço ninguém que tenha visão tão apurada para as boas pautas.
A primeira grande reportagem que fizemos foi da cobertura da maior enchente que o Acre já viveu, a de 1997. Entramos nos charcos do rio, nos molhamos nas águas fétidas das ruas alagadas e registramos o sofrimento de quem passou por aquela tragédia e o trabalho de quem ajudava na resgate da famílias. Confesso com uma ponta de orgulho: aquele foi um dos melhores trabalhos que já fiz. E as fotos foram as melhores de toda a cobertura jornalística do Estado, disso não há dúvida.
Assim como eu, outros profissionais também trabalharam com ele e acredito têm por ele a mesma admiração.
O trabalho do Marcão já correu o Brasil em exposição fotográfica produzida pela Brasil Telecon. A mesma empresa também lhe financiou um livro belíssimo que acredito ter sua edição esgotada.
Mas o coroamento do seu trabalho veio com a premiação no José Chalub Leite, o mais importante prêmio de jornalismo do Acre, que é promovido pelo Sinjac há oito anos. O Marcão venceu duas vezes e recebeu duas menções honrosas. E também foi parceiro em quatro premis da versão impressa, entre outros prêmios nacionais.
No último dia 22, ele e a repórter Renata Brasileiro, receberam em São Paulo uma homenagem pela reportagem que fizeram sobre a Reserva Estadual do Chandless, em 2006. Foram agraciados com o segundo lugar no Prêmio Bracelpa de Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Associação Brasileira de Celulose e Papel. O prêmio contou com 390 inscritas. Para se ter idéia do que representou esse prêmio, o Marcão e a Renata perderam apenas para a Folha de São Paulo e ficaram à frente de veículos como a Diário do Nordeste, e outros que têm estrutura bem maior do que o Página 20 pode oferecer.
Trabalhamos juntos ainda. Agora eu sou o editor-chefe do Página 20 e o Marcão repórter fotográfico. Mas sonho com o dia em que atuarei novamente como repórter. Quando isso acontecer quero tê-lo novamente como parceiro, pois sei que mais do que boas matérias, estarei aprendendo mais sobre minha profissão e sobre a própria vida.
Como seu amigo, Marcão, finalizo lhe parabenizando por essa nova etapa da sua vida. Espero que seu crescimento profissional e pessoal siga muito mais adiante e saiba serei sempre um dos seus mais fiéis admiradores.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
DEGUSTAÇÃO DE VINHO EM MINAS
- Hummm...- Eca!!!
- Eca???? Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que
esse vinho ta com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas
adamascadas, com leve toque de trufas
brancas, revelando um retrogosto persistente,
mas sutil, que enevoa as papilas de
lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!!
Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à
minha egüinha Gertrudes depois da chuva, la isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor
sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro.
O senhor tá gripado, é ?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de
degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre
na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar
a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar
o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu
frutinha adamascada!!!
- O querido não entendeu. O que eu quero
é introduzí-lo no...
- Mais num vai introduzí mais é nunca!
Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso
grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos
apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... eu sabia que tinha francês
nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com
um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é
home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já ta
coçando de vontade de meter um tapa na
sua cara desavergonhada!!!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro.
O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo!!!
Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu
fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor
prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão
sarnento!!! Engulidô de rôia!!!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim!!! E é um... e
é dois... e é treis!!! Num corre, não, fiodaputa!
Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!!!...
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Aline Cristina
Ela trabalha como webdesigner e tem revelado seus dotes artisticos em imagens e textos que me envia, pelo menos uma ou duas vezes por dia. Ontem falei a ela que ela deveria escrever um livro, mas ela parece não acreditou muito que eu estava falando a verdade. Por isso estou publicando um texto que ela me mandou ontem e uma ilustração. Vejam aí em baixo e comentem. Ela vai gostar.
As rosas poderiam falar
E nada há que se possa fazer.

Não saberiam descrever
Quão bela e especial
Deus soube lhe fazer
As rosas poderiam sonhar
E não ousariam conceber
A beleza que brilha em sua vida
Que lhe faz resplandecer
As rosas poderiam pintar
Jamais pintariam a você
Suas cores não alcançam sua graça
pincéis não lhe podem conter
As rosas poderiam chorar
Em mil lágrimas se desvanecer
Supera-as em tudo que és
E nada há que se possa fazer.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Pixinguinha
Rosa
(Pixinguinha)
Tu és divina e graciosa, estátua majestosa, do amor
Por Deus esculturada e formada com o ardor
Da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor.
Se Deus, me fora tão clemente,aqui neste ambiente
De luz formada numa tela, deslumbrante e bela
O teu coração, junto ao meu, lanceado, pregado
E crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu.
Oh! alma perenal do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és, de Deus a soberana flor
Tu és, de Deus a criação, que em todo o coração
Sepultas o amor, o riso, a fé e a dor em sândalos olentes
Cheios de sabor, em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És Láctea estrela , és mãe da realeza.
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza.
Perdão, se ouso confessar que hei de sempre amar-te.
Oh! Flor, meu peito não resiste, oh ! meu Deus quanto é triste
A incerteza de um amor que mais me faz penar
E esperar, em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente em prece comovente
De dor, e receber a unção de tua gratidão
Depois, de remir, meus desejos em nuvens de beijos
Hei de te envolver até meu padecer, de todo fenecer.
Manutenção do blog
Gente,
Andei distante e desinteressado pelo blog e por muitas outras coisas. Tive muitos problemas, mas resolvi voltar e dar uma atenção maior a esse espaço. Espero que daqui pra frente eu consiga ter uma regularidade de postagem, se não o blog morre. Para isso, gostaria de contar com o apoio de vocês. Enviem sugestões de temas, fotos e outras coisinhas que achem interessante publicar. Eu vou agradecer muito.




